Category: Dica de Filmes

Neste terceiro filme da série Batman, Christopher Nolan garante um desfecho épico, com direto a redenção e uma horda de fãs deixando o cinema empolgados. Vale o preço de uma inteira? Hum, satisfação pra mim só acontece nos trechos em que Anne Hathaway dá as caras. Anne encarna o símbolo de independência e não-submissão feminina com tiradas cáusticas e é uma maravilha vê-la exibindo as curvas naquele colant negro. Quando se curva então para pilotar aquela moto do morcego, vixe!
Nolan não consegue esconder a pressão de superar o capítulo anterior. Sua direção é tensa. Falta-lhe agilidade para ligar as muitas pontas soltas das suas várias histórias cruzadas. Na prática, deparamos com um drama típico deste tipo de “franchises”: mesmo quando integram cineastas de indiscutível talento, há nelas um “caderno de encargos” que contraria a fruição das emoções que colocam em jogo. Afinal de contas, o trabalho de Nolan é todo pontuado por este pressentimento, estranhamente sensual, de que o mundo pode-se desagregar a qualquer momento (de Memento ao festejado “A Origem” o foco é sempre este).

Cavaleiro das Trevas

Mas aqui há algo que não combina bem na transição para um cenário quase real de um herói tão estilizado como Batman. Gotham City facilmente poderia ser uma Chicago ou Nova York e toda a teia de intrigas políticas, econômicas e sociais tem paralelismos com a atual conjuntura. A escala do filme é enorme, tanto em termos visuais como de narrativa e é exatamente aí que a coisa desanda: a ênfase é colocada nos problemas da cidade, o que acaba por fazer com que o herói pareça destoado no meio de tudo isto; a certa altura já não estamos num filme do Batman, mas num policial recheado de heróis e vilões normais: neste filme, mais do que nos outros, a cidade surge como a personagem principal.
No fundo, a visão de Nolan é demasiado séria para o seu próprio bem. Como é que se pode abordar as maquinações da Bolsa de Valores, a riqueza ilícita, o capitalismo desenfreado e a corrupção das instituições e a seguir inserir um contexto tão maniqueísta com um vigilante mascarado repleto de gadgets hi-tech e um bandido que parece saída da arena de Gladiador?
Talvez seja uma forma de confortar as audiências, mostrando uma clarificação do bem e do mal. Coisa que soube evitar de forma inteligente em “O Cavaleiro das Trevas”, mas nesse aqui não teve jeito.

É um prazer ver neste “Lopper – Assassinos do Futuro” o reencontro do cinema americano com o que John Carpenter, James Cameron e George Miller faziam nos anos 80. Não eram tão originais, e é certo, abusavam da pirotecnia como agora, mas havia algo mais, um fascínio pelo engenho, pelo prazer do lúdico, pelo faz de conta. Além disso, eram grandes narradores, usavam os mesmos ingredientes de sempre para criar algo de novo, respeitando os códigos ao mesmo tempo que os manipulando e distorcendo.

Looper – Assassinos do Futuro

“Looper” é o passo seguinte dessa desconstrução, um western policial futurista a meio caminho entre o Ray Bradbury do Som do Trovão e o fantástico La Jetée de Chris Marker e da sua reinvenção por Terry Gilliam em 12 Macacos (aliás, nem falta Bruce Willis).
A história acontece entre dois tempos, 2034 e 2074. Em 74 se torna possível viajar para o passado. Poderosas organizações criminosas usam as viagens para “eliminar” quem mais lhes convém. Não só enviam os desafetos de volta trinta anos antes, criam no passado um grupo de assassinos para limpar qualquer vestígio de existência desses desajustados.
Joe (Joseph Gordon-Levitt) é o jovem do passado, que ganha a vida matando literalmente os homens do futuro. Sua vida vai bem até que descobre que o próximo alvo que lhe é atribuído é ele próprio, 30 anos mais velho (papel feito por Bruce Willis).
A isto chamam no filme “fechar o loop”, “fechar o ciclo”. Ou seja, depois de cumprir várias execuções, a missão final de um looper é encontrar a sua versão do futuro e se matar.
O interessante é que o jovem Joe sabe que em trinta anos vai perder tudo e aceita o destino. Já o Joe mais velho não quer obedecer o procedimento. Deste impasse, o filme evolui para uma ação desenfreada, que desorienta até a noção de bem e do mal muito freqüente neste gênero. Chega um ponto em que o herói vira o vilão, depois tem uma criança que parece o Amti-Cristo, depois… bom não vem ao caso. A narrativa é de primeira, a câmera passeia entre os dois tempos, captando o ambiente futurista, cheio de detalhes curiosos, pequenos tiques, objetos e rimas visuais bem compensadas pela montagem dinâmica e fluída.
Por fim, Looper não cede à tentação obsessiva de se auto-explicar. Neste sentido, o filme é quase um anti-A Origem. Não arma esquemas para fazer a platéia entender, nem subestima o espectador. Apresenta as linhas básicas da ideia e a partir daí diverte-se em seguir as regras ou subvertê-las, criando em segundo plano um interessante mundo real.
É uma bela pedida.

James Bond celebra 50 anos e o céu não cai pra ele, como o título inicialmente pode prever. Monossilábico, espirituoso, Bond apanha mas nunca esteve tão na estica. Sofisticado, brutalmente implacável, vestido por Tom Ford.
A comemoração aliás rodeia-se de bons meios de produção e gente ilustre (atrás e à frente das câmaras).
E o resultado?

James Bond


É quase tão empolgante quanto “Cassino Royale”, o filme que colocou a franquia nos eixos, inserindo James Bond no compartimentado e tecnológico século 21. Em “Skyfall”, Bond e o MI6 movem-se num novo mundo, onde a nacionalidade e rosto do inimigo mudaram, bem como na forma de combatê-lo. O herói sente-se um brucutu no meio das gadgets novas, tenta passar por cima da pirralhada que assume o controle, mas é zombado a altura: “Meu velho, de pijama no meu quarto, consigo fazer mais estragos em uma hora, do que você fez como agente em toda sua carreira”, diz o novo e imberbe “Q”.
Enfim, Bond se revela mais humano, frágil e falível e pra aliviar o stress, só lhe resta beber seu drink favorito, pilotar o Aston Martin DB5 – sim, o de “Goldfinger” -, e buscar nos métodos “old school” uma forma de se reinventar.
A entrada do vilão em cena, aliás, empurra o filme para uma maior densidade emocional. Javier Bardem brinca com o papel de vilão e se diverte criando o momento mais homo-erótico da saga. E o diretor Sam Mendes surpreende com os seus dotes para cenas de ação. Se, por um lado, mostra destreza para as cenas de ação (a sequência de abertura, em Istambul, é exemplar neste sentido), não se inibe de grandes momentos de “mise en scéne” (a cena, em Xangai, no edifício “transparente”, num hipnótico festival de luzes, cristal e sombras – a trazer à memória a cena dos espelhos no final de “The Lady from Shanghai”).
E o filme vai mantendo essa energia até que, curiosamente no rolo final Sam Mendes parece tropeçar. Quando Bond percebe que não consegue vencer o vilão no terreno tecnológico, decide atraí-lo para a fazenda Skyfall. Longe da ultrassofisticada rede de informações, o duelo entre o herói e seu arquiinimigo soa coerente, mas a direção de Mendes entra no piloto automático. O clímax é filmado de forma mecânica, sem esmero, sem paixão. Ao estabelecer a ordem da franquia nas cenas finais, Mendes parece se constranger. Deixa tudo arrumadinho para confortar os fãs, mas a inspiração parece abandoná-lo, talvez porque o que verdadeiramente sempre interessou no cinema desse diretor foi a inquietação, o caos do mundo contemporâneo.
É nesse ponto que percebo como durante toda a projeção estava torcendo para o céu cair para o herói. Seria muito mais ousado manter James Bond no terreno da vertigem. Atual e menos artificial. Não foi desta vez. Ouvir a clássica musiquinha da série no final me deixou frustrado, mas para os fãs é reconfortante. Não é mais que isso que eles esperam.

Hamilton Rosa Jr. – Jornalista e Crítico de Cinema, Filmes Nacionais e Estrangeiros, DVDs, Blu-Ray, HD-TV, Entretenimento, Cults, Preview, Estréias, Mostra, Festival.

Salve galera.

Existem alguns personagens que não nasceram para serem escritos por qualquer roteirista encostado na redação.

Isso não quer dizer que qualquer um possa escrever um roteiro do Homem Aranha ou do Batman. Mas estou dizendo que certos personagens merecem um nome melhor. Principalmente os personagens místicos.

Podemos abrir esta lista com o Dr. Oculto. Ele aparece pouco nas histórias “comuns” da DC, mas é um personagem de destaque nas publicações da Vertigo. O problema é quando ele deixa às páginas da Vertigo, suas aparições são péssimas. Por exemplo, quando ele explicou para o Super-Homem porque ele não tinha morrido após enfrentar o Apocalipse. Ele surge do nada e parece ser um tremendo sabe-tudo. E seu poder aparentemente não tem limites. Por sinal, quando é mostrado o primeiro encontro dele com o Super-Homem novamente parece que ele é uma versão turbinada de John Constantine.

Não é preciso dizer que o personagem foi redefinido quando passou pelas mãos de Neil Gaiman, que o fez membro da Brigada dos Encapotados durante Os Livros da Magia.

O mesmo aconteceu com Zatanna. Quando mostrada em Os Livros da Magia, ela é uma maga extremamente poderosa, que conhece o submundo da magia do universo DC. Já nas histórias do Batman e da Liga da Justiça, ela é uma personagem caricata, que usa uma roupa colada e cartola e varinha, para poder usar seus poderes. Quase como se tivesse saído de um livro do Harry Potter.

Quem tem uma história parecida é o Homem-Animal. Durante muito tempo ele foi um personagem de segunda linha da DC, até cair nas mãos de Grant Morrison. Tá certo que depois que Morrison saiu da revista, ele novamente foi esquecido, mas durante esse período ele se tornou talvez uma das melhores publicações da DC durante a década de 90.

Na Marvel podemos citar o Dr. Estranho. Quando Roger Stern escreveu “Triunfo e Tormento”, história que mostra o Dr. Estranho ajudando o Dr. Destino a salvar a alma de mãe de Destino do Inferno, o personagem tem uma profundidade e um conhecimento que nenhum outro personagem do Universo Marvel tem. O próprio Destino reconhece isso, tendo que recorrer à tecnologia para tentar ao menos igualar seus poderes com os de Estranho.

Mas agora quando o Dr. Estranho aparece nas histórias dos Vingadores ele serve apenas para abrir portais e salvar os personagens principais.

O mesmo que acontece com a Feiticeira Escarlate. Ela sempre ficou em segundo plano dentro dos Vingadores, sendo que seu maior destaque foi quando ela casou com o Visão. Mas quando John Byrne assumiu Os Vingadores da Costa Oeste, ele deu a personagem uma dimensão que ela nunca teve. E isso mudou a opinião de muita gente (inclusive a minha) sobre ela.

Salve galera.

E respondendo a pergunta acima, eu posso dizer que SIM. E antes que alguém me chame de louco, me deixe explicar.

Em 1993, foi lançado aqui no Brasil direto para VHS o filme Sandman: O Mestre dos Sonhos. Dirigido e estrelado por Eric Woster, o filme trazia na capa duas chamadas referentes às HQs: “Das páginas dos quadrinhos finalmente em vídeo” e “O roteirista Neil Gaiman transformou Sandman no personagem mais aclamado da atualidade no Brasil, Inglaterra e EUA – Folha de São Paulo”.

Mas antes de seguirmos, vamos apenas nos situar no tempo/espaço: estamos em 1993, uma época em que a internet não existia, as HQs estavam em seu auge de vendas no Brasil, personagens como Sandman, Monstro do Pântano, Homem-Animal, a Brigada dos Encapotados e John Constantine começavam a fazer sucesso por aqui e a única fonte de informações que existia era o pessoal da Devir, que trazia algumas revistas importadas por debaixo dos panos em uma loja que era escondida nas ruas do bairro da Aclimação. Somente os iniciados (incluindo este que vos fala) sabia o endereço.

Bom, então não é difícil imaginar que ver este VHS nas prateleiras devia provocar orgasmos nos adolescentes que estavam querendo consumir qualquer coisa relacionada a Sandman (novamente me incluo nesta lista).

E para criar um clima mais sombrio ainda sobre o filme, havia uma faixa vermelha na parte de baixo da capa do vídeo que dizia: “No último dia de filmagens, ERIC WOSTER, diretor e ator deste filme, foi encontrado morto na casa em que ‘SANDMAN’ foi realizado. Sua morte permanece um mistério”.

Pronto. Era tudo que qualquer fã precisava ler para querer assistir o filme.

Mas…

Infelizmente eu não sei como a DC Comics ou a Editora Globo (dona dos direitos do personagem aqui no Brasil na época) deixaram esse filme fazer referencia ao personagem de Neil Gaiman na capa. Particularmente acredito que no EUA o filme não tenha tentando se promover as custas da história de Gaiman. Mas aqui no Brasil, o pessoal que distribuiu o filme achou que isso poderia ajudar nas vendas.

Mas acontece que o filme é horrível e simplesmente não tem nenhuma relação com os personagens de Gaiman. Por sinal, tirando os avisos na capa, não exista nada que liga o filme ao universo de Sandman. Quem decidiu fazer esta referencia não assistiu ao filme e nem conhece as HQs.

A história vai parecer familiar: Nick (Eric Woster) é um pai solteiro se muda para uma casa no meio do nada com a filha (Tiffany Ballenger). Durante a reforma da casa, ele encontra várias ossadas no porão da casa, inclusive uma de uma criatura que parece uma mistura entre homem e animal. Aparentemente os ossos haviam sidos deixados lá por um serial killer que rondou a região na década de 50. E ainda durante a reforma, ele encontra uma parede que na verdade é um portal do tempo, que o joga na casa na década de 50.

Com a ajuda do policial Alex Stockwell (Frank Rhodes) e da assistente social Lana Hawkins (Dedde Pfeiffer), Nick descobre que a casa foi construída em cima de um cemitério indígena (cof cof Poltergeist cof cof).

No final, Nick, a filha e a assistente social voltam para década de 50 e resolvem ficar por lá. Mas são seguidos pelo policial, que vira o serial killer que falei anteriormente.

Agora me digam: onde entra o Mestre dos Sonhos nesta história? Ou qualquer personagem do universo criado por Neil Gaiman?

Em lugar nenhum. Para falar a verdade não podemos classificar este filme nem como terror nem como ficção científica. O roteiro é sem pé nem cabeça, as atuações são medíocres e o final é tosco.

Mas três coisas valem ser destacadas:

– o ator e diretor Eric Woster realmente foi encontrado morto na casa após as filmagens. Mas não consegui localizar o resultado da investigação policial sobre sua morte. Então não sei se foi suicídio, assassinato ou morte sem explicação;

– também não encontrei na net nenhuma imagem, vídeo ou pôster do filme em boa qualidade, então peço desculpas pela falta de imagens para ilustrar meu post;

Dedde Pfeiffer é a irmã mais nova da Michelle Pfeiffer e vendo a filmografia dela, acho que a melhor coisa que ela já fez foi ter saído na Playboy!

Fala criançada que veste cueca por cima das calças! Todos muito, muito, muuuuuito ansiosos pelo filme do Tony Stark e seus amigos coloridos né!? Eu também quero ver logo essa bagaça, e como todo marvelmaníaco que se preze preparei 10 coisas interessantes que acho que você deve pensar antes de gastar (e você vai gastar) seu rico de dinheirinho no filme mais cool do ano!

Vingadores / 10 coisas

Pois bem macacada reunida (e não é o congorila!) bora fazer essa lista!

1 –  Capitão América vai ser o líder…porém…

O foco da história provavelmente estará na tríade Thor, Caps e Homem de Ferro com muito, mais muito destaque para o senhor Tony Stark, manja X-men 1? Então será algo do tipo.

2 – Hulk vs Thor, provavelmente isso não irá acontecer nesse filme, só deveremos ver isso na provável continuação. E seria foda hein?

3 – Loki como vilão todos nós já sabemos, Thanos na história? Eu acho que sim, por todo alarde que a Marvel fez ao mostrar a manopla do infinito na Comic Con, ele deve ficar no pós-créditos!

4 – Provavelmente, no fim dessa bagaça toda os Vingadores devem fazer como fizeram no desenho, sair da S.H.I.E.L.D (tá eles não sairam… Exatamente…) e devem ser financiados pelo Stark!

5 – Se os soldados do Loki forem Skrulls (o que não tá parecendo) seria interessante no final, mostrando alguém, tipo agente coulson como um skrull.

6 – Homem Aranha no filme? Sim, seria possível, vejam principalmente tudo que tem sido feito com o Aranha ultimamente: Spiderman Ultimate o desenho ele é treinado pela S.H.I.E.L.D e no Avengers Alliance do Facebook ele aparece com destaque no loading inicial do jogo.

7 – Provavelmente outros Vingadores serão citados no filme, minhas apostas: Luke Cage, Pantera Negra, Capitã Marvel (Carol Danvers) e Dr. Estranho.

8 – A Roupa do Caps que veremos no filme, deverá ser a roupa (com poucos ajustes) da sequência de Captain america: The First Avenger, eu não gosto desse uniforme, acho que ao invés dessa linha Power Rangers. Deveria continuar a linha militarizada do primeiro.

9 – Possivelmente a S.H.I.E.L.D deve falar sobre I.M.A e H.I.D.R.A no filme, ou devem ser mencionados em algum momento.

10 – Fica a pergunta: o que diabos Gavião Arqueiro e Viúva Negra fariam ao enfrentar o Loki ou o Leviatã? Só por curiosidade…

Vento fresco, inocência e amor!
10 filmes sobre recomeços para ver na primavera

Hoje começa a estação das flores! É sinônimo de despertar, de mudanças que terão início para serem aproveitadas por completo quando chegar o verão! Já que o inverno é uma fase de desapego e desconstrução, aposto que você deixou muitas bagagens emocionais para trás. Esses filmes servem para dar uma motivação extra enquanto você corre atrás de uma vida mais feliz!

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1. COMER REZAR AMAREat Pray Love (2010)
Nada melhor que abrir a lista com Julia Roberts interpretando uma escritora que tem tudo: sucesso, marido, casa, dinheiro… mas sente que não tem nada. Ela é a vizinha rica que a gente olha e imagina ter uma vida melhor que a nossa. Ela se sente isolada, sem motivação num cotidiano que a sociedade escolheu por ela. Num surto, pede divórcio, perde a casa e tira férias na Europa antes de ir pra Índia, onde redescobre o amor próprio, o tesão de comer sem culpa, o lado divino e amores. Tem duas horas e meia de duração, mas consegue mudar sua vida — e você não precisa ir à Europa pra isso.

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2. O JARDIM SECRETOThe Secret Garden (1993)
Uma menina rica e solitária perde tudo quando os pais morrem após um terremoto. Depois de meses num orfanato, é enviada para a mansão do tio, um lugar depressivo. Sem querer, ela descobre que possui um primo que passou a vida em cima da cama por ser hipocondríaco (achar que tem doenças que não tem). Ele é alérgico ao sol, ao vento, não sabe andar e nunca foi visto pelo pai, que desde que a esposa morreu tem medo de se apaixonar pelo filho — e tudo que esse homem não quer é se apaixonar de novo, muito menos por uma criatura tão frágil. Essa menina arranca o garoto da cama e mostra que muitos dos problemas que criamos são grãos de areia transformados em montanhas. É lindo, divertido e eu choro.

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3. MESMO SE NADA DER CERTOBegin Again (2014)
Virou preferido instantaneamente. Tem narrativa dinâmica e muita música! Uma compositora de gaveta divide o palco com um amigo logo após ser abandonada pelo namorado — que ficou famoso. Por um acaso (muito bem explicada depois), um produtor musical decadente a ouve e percebe a minha de ouro que possui nas mãos. Enquanto ele tenta convencê-la a assinar um contrato, ela tenta mostrar que dinheiro não é tudo. Juntos, inventam uma ideia que agrada a ela, a ele, a um monte de artistas, e que muda tudo que sabem sobre a vida. A trilha sonora é original (e viciante, já tenho o álbum), tem Adam Levine cantando com a Keira Knightley e toda essa energia de recomeços da primavera. Vai por mim, é muito bom!

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4. OS ESTAGIÁRIOSThe Internship (2013)
Já falei desse filme aqui no DDPP. Dois amigos, adultos, se veem fora do mercado de trabalho e de todos os sonhos que já tiveram. Numa investida maluca, se inscrevem como estagiários para a Google e são selecionados! Daí, precisam se adaptar ao mundo tecnológico dominado por jovens absudamente mais preparados e renovar os próprios objetivos. Um exemplo claro que se a gente não mudar ou arriscar, tudo vai continuar o mesmo — ou piorar.

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5. A ESTRANHA VIDA DE TIMOTHY GREENThe Odd Life of Timothy Green (2012)
Fofura de filme! Um casal busca a adoção e não é bem sucedido. Numa noite, tentando fugir da depressão de talvez não terem filhos, descrevem em papel como seria a criança perfeita, colocam numa caixa e enterram. Depois de uma tempestade repentina, uma criança brota da terra: o filho que eles tanto queriam — só que cheio de peculiaridades. Choro sempre (sou manteiga). Ensina que nem tudo sai como a gente quer e o perfeito não existe, por isso precisamos lidar bem com o que temos e, se possível, arranjar um jeito de melhorar.

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6. UM DIVÃ PARA DOISHope Springs (2012)
Ótima abordagem sobre a vida sexual de um casal de adultos entediados pela rotina. Num último tiro de esperança, participam de um programa de “recuperação de casais”. Aí descobrem que muitos dos problemas parte dos arquétipos, receios e preconceitos montados por eles mesmos com o passar dos anos. A lição: a gente sempre pode se renovar enquanto estivermos vivos e tivermos vontade!

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7. DIVÃDivã (2009)
Quem nunca chorou rios com esse filme maravilhoso? Mercedes é uma mulher que tem a vida perfeita, tudo que sempre quis. Só que quando começa a fazer terapia por curiosidade, percebe insatisfações que nem sabia existir acerca de si e dessa rotina ideal. Aos poucos, absorve as faltas que ignorava e passa a saná-las, uma a uma. Afinal, a vida não para um instante — a não ser que você morra, aí não tem jeito. Esse filme é a definição perfeita daquele artigo que publiquei sobre sorrir por ter acontecido e não chorar por ter acabado.

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8. FRANCES HAFrances Ha (2012)
Já falei sobre as 20 lições que aprendi com Frances Ha. Frances é uma moleca de trinta anos que não aceita que a vida muda, que nem todos os sonhos podem ser realizados e que precisamos explorar novas opções, nos moldando enquanto a vida se molda ao nosso redor. Ele é todo em preto e branco, apesar de atual, e tem um ar hipster apaixonante. Quero ver você não amar Frances tanto quanto eu.

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9. SOB O SOL DA TOSCANAUnder The Tuscan Sun (2003)
Lembra Comer Rezar Amar, contando a história de uma escritora que passa por um divórcio e perde tudo. Louca, compra um chalé na Toscana para recomeçar, mas dá tudo errado. Com o passar do tempo, conquistando as coisas que ela sentia falta na antiga vida, deseja muito (e muito!) um novo amor. Sofre por isso, aprende a se valorizar e o aprendizado-mor: é quando a gente não procura que encontra o que precisa. Maravilhoso!

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10. VIDA DE INSETOA Bug’s Life (1998)
Clássico da animação, conta a história de formigas dominadas por gafanhotos maldosos que se aproveitam da colheita das coitadas. Só que a natureza não as beneficia num ano e os gafanhotos decidem atacar o formigueiro e tomar o sustento das formiguinhas. Com medo dos monstros, não se revoltam e aceitam o regime de opressão até perceberem que se não lutarem, se unindo a outros insetos, nada vai mudar. Se nunca viu, estamos na estação ideal! Como não achei trailer, deixo uma das minhas cenas preferidas:

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+1. HOPE SPRINGS: UM LUGAR PARA SONHARHope Springs (2003)
Um desenhista toma um pé na bunda da noiva e se muda para Hope (esperança) para se isolar e sofrer de depressão. Vendo a patetice do homem, a dona do hotel apresenta uma mulher excêntrica (mas muito gente boa) para o cara e eles logo começam alguma coisa. Percebendo que a vida sem esse cara é um saco, a ex-noiva volta para pegar de volta o que é dela. Aí ele precisa escolher começar de novo com alguém completamente insano ou retornar à zona de conforto da antiga vida. Engraçadinho, fofo e clichê.

Faltou algum filme? Sugira nos comentários!

Discipulos de Peter Pan - 10 filmes e series sobre a busca do amor

Na semana de relacionamentos do DDPP falei como arrumar namorado mantendo os pés no chão. Só que mesmo presos ao solo, nada nos impede de sonhar, né? Algo que motiva a acreditar no amor, mesmo que pouco realista, são filmes e séries de TV. Tudo bem que alguns deixam nosso emocional no chinelo — como as 5 séries dramáticas que indicamos para chorar —, precisando controlar mais ainda a ansiedade de encontrar logo “um alguém” (tem guia sobre isso aqui). Se você assistir esses audiovisuais, tente absorver as melhores — e mais plausíveis — lições de cada.

Projeto Mindy

Projeto Mindy (The Mindy Project, 2012 – atualmente)
Essa série é uma das melhores coisas que assisti sobre a busca do amor, o equilíbrio da vida profissional, e de como rotinas podem ser mais interessantes se tivermos vontade de explorá-las. Criada pela atriz Mindy Kalling, que interpreta a ginecologista Mindy Lahiri, tem vinte minutos por episódio e se encontra na terceira temporada. É urbano, consciente da nossa geração, não é necessário assistir com compromisso, conversa sobre minorias e tem comédia improvisada! Uma das melhores na TV.

Looking (2014 – atualmente)
Com ar um pouco mais sério, Looking foi uma das melhores estreias da HBO. Mesmo começando devagar, a saga de meia hora por episódio, retratando amigos gays buscando amor ou o emprego ideal — ou algo que equilibre esses mundos — ganhou um ritmo viciante. Fotografia maravilhosa, enredo realista e um elenco sem galãs garantiram a segunda temporada da série experimental que quebrou preconceitos e resolveu mostrar o homem gay como humano — e ponto final.

Sex and the City (1998 – 2004)
Já falei da importância dessa série (e seus dois longuíssimos filmes) na minha vida nesse post velho. Sex and the City identificou uma geração inteira de novas mulheres, que descobriram nas quatro protagonistas da série a pluralidade do sexo, do amor, da família e do relacionamento com o ambiente que as cercam durante seis temporadas! O primeiro filme é mais legal que o segundo, mas os dois acrescentam uma dose de entretenimento livre de culpas e cheias de modelos de comportamento. É pra amadurecer!

Sob o Sol da Toscana (Under the Tuscan Sun, 2003)
Esse faz parte da lista de filmes sobre recomeços pra ver na primavera que postei aqui no site. Conta a história de uma escritora que perde tudo num divórcio e compra um chalé na Toscana pra começar a vida do zero. Mesmo que algumas coisas deem errado, há algo que passa a pertubá-la mais que tudo: a falta de um amor. Quando as pessoas ao redor parecem apaixonadas e felizes, ela se sente deslocada e aprende que apenas quando paramos de procurar, deixando as possibilidades abertas sem esperar muita coisa, é que encontramos o que nem sabíamos estar procurando.

Procura-se um Amigo para o Fim do Mundo

Procura-se um Amigo para o Fim do Mundo (Seeking a Friend for the End of the World, 2012)
Quando a iminência de um asteróide faz com que as pessoas tomem últimas ações como seres à beira da extinção, Dodge recebe da vizinha as cartas de um antigo amor que ela recebeu por engano e nunca entregou a ele. Com duas semanas para o fim, ele vai atrás da mulher, mas a vizinha acaba indo junto quando o prédio é atacado. Culpada por não ter entregado as cartas a ele antes, decide ajudá-lo a realizar esse último desejo. No caminho percebem a importância da família, dos amigos, do amor e que nós nunca teremos tempo suficiente — mesmo se tivermos. Já falei muito bem desse filme aqui.

Namoro ou Liberdade

Namoro ou Liberdade? (That Awkward Moment, 2014)
Três amigos meio que são casados uns com os outros numa amizade de irmãos. Quando um deles termina o namoro, criam a regra de que nenhum deles vai se meter num relacionamento. Só que a vida é louca e todos se envolvem com meninas que nunca esperaram começar alguma coisa. Enquanto tentam entender o que está acontecendo com elas em segredo, lutam para que as amizades permaneçam as mesmas no processo. A lição é de que a vida pode ser muito aleatória. Se a gente esperar muito — ou nada — sobre algo, estaremos nos preocupando à toa e aproveitando menos.

Ela (Her, 2013)
O que a gente procura num relacionamento? Her é um filme leve que faz questionamentos profundos se você der dois minutos de atenção após os créditos. O que é necessário para nos apaixonarmos por alguém? De que vale o tipo ideal? E o sexo, a presença física, como conta nisso? O filme fala de um cara que se apaixona pela voz de um novo sistema operacional depois de um final conturbado de relacionamento. Acompanhando-o pelo celular quando na rua, a vozinha da Scarlett Johansson como Samantha faz qualquer um se apaixonar.

Amizade Colorida (Friends With Benefits, 2011)
Um dos meus filmes preferidos! Justin Timberlake e Mila Kunis formam um par de amigos que transborda carisma quando ela o recruta de Los Angeles para New York como diretor de arte numa revista famosa. Ela só se mete com caras escrotos e ele não conhece ninguém na nova cidade. Depois de algumas cervejas e uma comédia romântica, eles têm a ideia de transar uma vez, sem compromisso ou complicação. Essa única vez vira algumas vezes e eles conseguem separar bem as coisas, até ela parar com o rolo para encontrar um namorado de verdade. Incansável!

Ruby Sparks – A Namorada Perfeita (Ruby Sparks, 2012)
Durante um bloqueio criativo causado pela falta de uma namorada e extrema solidão, um jovem escritor decide esboçar a personalidade de uma menina perfeita. O louco é quando ela toma vida e ele precisa aprender com as responsabilidades, como inseri-la e adaptá-la à nova rotina. Esse filme fala muito sobre nosso cultivo de expectativas destrutivas, de como tememos ficar sem ninguém ao redor e de como podemos ser ingratos pelas coisas que conquistamos.

Comer, Rezar, Amar (Eat, Pray, Love, 2010)
Pra fechar a lista com chave de ouro, também falei desse filme na lista de filmes sobre recomeços pra ver na primavera. Com uma história similar à de Sob o Sol da Toscana, Comer, Rezar, Amar fala de uma mulher que tem a vida perfeita. O problema é que essa vida, pra ela, é tudo menos perfeita. Falta tesão, algo que a deixe nas nuvens, fora da zona de conforto desconfortável que criou. Ela se divorcia de um homem que a ama, perde a casa e voa pra Europa, esperando reencontrar o apetite, a fé em si mesma e um novo amor. Duas horas e meia de lições que mudam a vida.

Quais filmes você sugeriria? Comente pra gente saber!

Discípulos de Peter Pan - DDPP - 10 trilhas sonoras de filmes para ouvir o dia todo

Sou apaixonado por trilhas sonoras, especialmente as dos tempos modernos, pois reúnem artistas que amamos num só lugar — geralmente ligados a um filme que adoramos! Algumas trilhas sonoras são mais instrumentais, com menos voz ou vontade de vender, mas separei aqui as que realmente viciam, em diferentes estilos, para escutar o dia inteiro! Apaixone-se comigo!

Jennifer’s Body (2009)
A trilha sonora do filme Garota Infernal me apresentou Florence + The Machine, Little Boots, me fez ouvir mais Silversun Pickups e além de ter feito o Adam Brody — eterno Seth Cohen de The O.C. com aquele quarto foda — cantar na fictícia banda Low Shoulder, trouxe uma música inédita da banda Panic! At The Disco que todo mundo queria que retornasse à ativa depois da longa pausa. O que só aconteceu dois anos depois!

1. Florence and The Machine – “Kiss With A Fist”
2. Panic! At The Disco – “New Perspective”
3. Hayley Williams – “Teenagers”
4. Little Boots – “New In Town”
5. Dashboard Confessional – “Finishing School”
6. Low Shoulder – “Through The Trees”
7. Cute Is What We Aim For – “Time”
8. Screeching Weasel – “I Can See Clearly”
9. Cobra Starship – “Chew Me Up And Spit Me Out”
10. All Time Low – “Toxic Valentine”
11. Black Kids – “I’m Not Gonna Teach Your Boyfriend How To Dance With You”
12. White Lies – “Death”
13. The Sword – “Celestial Crown”
14. Silversun Pickups – “Little Lover’s So Polite”
15. Lissy Trullie – “Ready For The Floor”
16. Hole – “Violet”
17. Eddie Money – “Two Tickets to Paradise”

Shelter (2008)
O filme De Repente, Califórnia, também conhecido como Shelter, foi comparado como o “The O.C. gay” não só pelos cenários de surf, mas pela trilha sonora indie de verdade, com bandas que ninguém ouviu falar, voz e violão num cenário paradisíaco e descolado que só a mente de um hipster pode criar. A música original é boa mesmo, até na instrumental — que colore a primeira cena íntima entre o Zack e Shawn.

1. Bill Ferguson – “Goin’ Home”
2. Shane Mack – “I Like That”
3. Matt Pavolaitis & Brett Cookingham – “No Way Home”
4. Matthew Popieluch – “Pirate Sounds”
5. Dance Yourself to Death – “Teenage Romanticide”
6. Tony Valenzuela – “Look for Love”
7. Matthew Popieluch – “Darkness Descends”
8. Nicholas Viterelli – “Vaporizer”
9. The Vengers – “What Do You Believe In”
10. Matthew Popieluch – “Trying”
11. Nicholas Viterelli – “Gimmie Clam”
12. Shane Mack – “Break”
13. Todd Hannigan – “Reflection”
14. Shane Mack – “Lie to Me”
15. Stewart Lewis – “Time to Time”
16. Shane Mack – “More Than This”
17. Shane Mack – “Long Way Home”
18. Shane Mack – “Remember to Forget”
19. Matt Pavolaitis & Brett Cookingham – “Cool of Morning”

The Fault In Our Stars (2014)
Teve gente dizendo que chorou com esse filme mais ainda por causa da trilha sonora — afinal, Birdy é jogo baixo. Para ser sincero, a única música que gostei do filme inteiro foi “Let Me In”, que só descobri ser da Grouplove depois que baixei a trilha sonora, e de “Wait”, da banda M83, que eu já conhecia de outros carnavais. Quando ouvi o álbum inteiro, o separei do filme e aí sim apreciei sua beleza. Ótima coletânea!

1. Ed Sheeran – “All of the Stars”
2. Jake Bugg – “Simple as This”
3. Grouplove – “Let Me In”
4. Birdy – “Tee Shirt”
5. Kodaline – “All I Want”
6. Tom Odell – “Long Way Down”
7. Charli XCX – “Boom Clap”
8. STRFKR – “While I’m Alive”
9. Indians – “Oblivion”
10. The Radio Department – “Strange Things Will Happen”
11. Afasi & Filthy – “Bomfalleralla”
12. Ray LaMontagne – “Without Words”
13. Birdy – “Not About Angels”
14. Lykke Li – “No One Ever Loved”
15. M83 – “Wait”

The Twilight Saga: New Moon (2009)
Definitvamente uma das melhores trilhas sonoras de filmes adolescentes que já ouvi na vida! Muito da atmosfera do filme consegue inspirar as composições de bandas incríveis, como Death Cab for Cutie (que abre o CD e é minha banda preferida) ou Black Rebel Motorcycle Club! Por coincidência, entre os filmes da franquia que menos acho chato, Lua Nova ganha disparado! Ah, e o álbum ganhou faixas adicionais no iTunes e em países específicos!

1. Death Cab for Cutie – “Meet Me on the Equinox”
2. Band of Skulls – “Friends”
3. Thom Yorke – “Hearing Damage”
4. Lykke Li – “Possibility”
5. The Killers – “A White Demon Love Song”
6. Anya Marina – “Satellite Heart”
7. Muse – “I Belong to You (New Moon Remix)”
8. Bon Iver & St. Vincent – “Rosyln”
9. Black Rebel Motorcycle Club – “Done All Wrong”
10. Hurricane Bells – “Monsters”
11. Sea Wolf – “The Violet Hour”
12. OK Go – “Shooting the Moon”
13. Grizzly Bear ft. Victoria Legrand – “Slow Life”
14. Editors – “No Sound But The Wind”
15. Alexandre Desplat – “New Moon (The Meadow)”

The Hunger Games: Catching Fire (2013)
Não sou muito chegado aos filmes da franquia Jogos Vorazes e as trilhas sonoras pouco me chamaram a atenção, mesmo com ótimos artistas. Mesmo assim, baixei e ouvi, ouvi, ouvi até absorver alguma coisa. Como tem música exclusiva da Coldplay e Lorde, acabou sendo mais fácil do que imaginei que seria. Ainda tem The National, Santigold e Of Monsters and Men! Amo mais!


1. Coldplay – “Atlas”
2. Of Monsters and Men – “Silhouettes”
3. Sia ft. The Weeknd & Diplo – “Elastic Heart”
4. The National – “Lean”
5. Christina Aguilera – “We Remain”
6. The Weeknd – “Devil May Cry”
7. Imagine Dragons – “Who We Are”
8. Lorde – “Everybody Want to Rule the World”
9. The Lumineers – “Gale Song”
10. Ellie Goulding – “Mirror”
11. Patti Smith – “Capital Letter”
12. Santigold – “Shooting Arrows at the Sky”

Music From Baz Luhrmann’s Film The Great Gatsby (2013)
Além de ter sido um filme apaixonante — especialmente se viu em 3D —, a trilha sonora trouxe uma das melhores canções da Lana Del Rey e da Florence + The Machine! Daquelas que tocam no repeat e você nunca cansa de cantar gritando, chorando e querendo sofrer por amor de novo. Ou não. Mas é, você canta do mesmo jeito.

1. Jay Z – “100$ Bill”
2. Beyoncé & André 3000 – “Back to Black”
3. will.i.am – “Bang Bang”
4. Fergie, Q-Tip & GoonRock – “A Little Party Never Killed Nobody (All We Got)”
5. Lana Del Rey – “Young and Beautiful”
6. Bryan Ferry – “Love Is The Drug”
7. Florence + The Machine – “Over The Love”
8. Coco O. – “Where The Wind Blows”
9. Emile Sandé – “Crazy In Love”
10. The xx – “Together”
11. Gotye – “Heart a Mess”
12. Jack White – “Love Is Blindness”
13. Nero – “Into The Past”
14. Sia – “Kill and Run”

Kill Bill: Vol. 1 (2003)
Agora vou pagar pau para uma de minhas trilhas sonoras preferidas de todos os tempos! A de um dos filmes mais legais de Quentin Tarantino! Primeiro porque abre com “Bang Bang”. Segundo porque me sinto num conversível, com uma katana no banco de trás, viajando pelo deserto dos Estados Unidos depois de matar um exército de 88 homens. Sente-se na varanda num dia de calor com um copo de limonada, ponha essa trilha sonora e feche os olhos. Não foi pra longe?

1. Nancy Sinatra – “Bang Bang (My Baby Shot Me Down)”
2.Charlie Feathers – “That Certain Female
3. Luis Bacalov – “The Grand Duel (Parte Prima)”
4. Bernard Herrmann – “Twisted Nerve”
5. Lucy Liu & Julie Dreyfus – “Queen of the Crime Council”
6.  The RZA – “Ode to O-ren Ishii”
7.  Isaac Hayes – “Run Fay Run”
8.  Al Hirt – “Green Hornet Theme”
9.  Tomoyasu Hotei – “Battle Without Honor or Humanity”
10. Santa Esmeralda – “Don’t Let Me Be Misunderstood”
11. The 5.6.7.8’s – “Woo Hoo”
12. The RZA & Charles Bernstein – “Crane/White Lightning”
13. Meiko Kaji (from Lady Snowblood) – “The Flower of Carnage”
14. Zamfir – “The Lonely Shepherd”
15. David Carradine, Julie Dreyfus & Uma Thurman – “You’re My Wicked Life”
16. Quincy Jones – “Ironside”
17. Neu! – “Super 16”
18. The RZA – “Yakuza Oren 1”
19. The RZA – “Banister Fight”
20. “Flip Sting” (efeito sonoro)
21. “Sword Swings” (efeito sonoro)
22. “Axe Throws” (efeito sonoro)

The Matrix Reloaded: The Album (2003)
Dividido em dois discos — um para singles e outro para instrumental da própria trilha sonora —, foi o primeiro álbum musical proveniente de filme que ganhei na vida. O disco um é o que mais toca, especialmente por ter “Session” da banda Linkin Park como abertura. Carrega toda a energia “Matrix” de ser: cyberpunk, sujo, violento e sexy quando necessário.
Disco 1
1. Linkin Park – “Session”
2. Marilyn Manson – “This Is The New Shit”
3. Rob Zombie – “Reload”
4. Rob Dougan – “Furious Angels”
5. Deftones – “Lucky”
6. Team Sleep – “The Passportal”
7. P.O.D. – “Sleeping Awake”
8. Ünloco – “Bruises”
9. Rage Against the Machine – “Calm Like a Bomb”
10. Oakenfold – “Dread Rock”
11. Fluke – “Zion”
12. Dave Matthews Band – “When The World Ends (Oeakenfold Remix)”

Disco 2
1. Don Davis – “Main Title”
2. Don Davis – “Trinity Dream”
3. Juno Reactor ft. Gocoo – “Teahouse”
4. Rob Dougan – “Chateau”
5. Juno Reactor & Don Davis – “Mona Lisa Overdrive”
6. Juno Reactor & Don Davis – “Burly Brawl”
7. Don Davis – “Matrix Reloaded Suite”

Rock of Ages: Original Motion Picture Soundtrack (2012)
Talvez a trilha sonora mais “chiclete” da lista, vem do musical de mesmo nome que fez releituras e covers de grandíssimos nomes do rock clássico, transformando tudo num pop rock cheio de mash-ups que ficam na cabeça para sempre! Na real, parece um daqueles álbuns de Glee, sabe? Não dá pra dar stop! Fica tocando a mesma coisa o dia todo. É bom, não tem como negar.

1. Tom Cruise – “Paradise City”
2. Jullianne Hough, Diego Boneta, Russel Brand & Alec Baldwin – “Sister Christian” / “Just Like Paradise” / “Nothin’ but a Good Time”
3. Diego Boneta, Alec Baldwin, Russell Brand & Julianne Hough – “Juke Box Hero” / “I Love Rock ‘n’ Roll”
4. Catherine Zeta-Jones – “Hit Me with Your Best Shot”
5. Diego Boneta & Julianne Hough – “Waiting for a Girl Like You”
6. Julianne Hough & Diego Boneta – “More Than Words” / “Heaven”
7. Tom Cruise & Julianne Hough – “Wanted Dead or Alive”
8. Tom Cruise & Malin Akerman – “I Want to Know What Love Is”
9. Diego Boneta – “I Wanna Rock”
10. Tom Cruise – “Pour Some Sugar on Me”
11. Julianne Hough & Mary J. Blige – “Harden My Heart”
12. Mary J. Blige & Julianne Hough – “Shadows of the Night” / “Harden My Heart”
13. Diego Boneta, Paul Giamatti, Julianne Hough, Mary J. Blige & Tom Cruise – “Here I Go Again”
14. Russell Brand & Alec Baldwin – “Can’t Fight This Feeling”
15. Mary J. Blige, Constantine Maroulis & Julianne Hough – “Any Way You Want It”
16. Diego Boneta – “Undercover Love”
17. Julianne Hough, Diego Boneta, Tom Cruise & Mary J. Blige – “Every Rose Has Its Thorn”
18. Julianne Hough & Tom Cruise – “Rock you like a hurricane”
19. Russell Brand & Catherine Zeta-Jones – “We Built This City” / “We’re Not Gonna Take It”
20. Julianne Hough, Diego Boneta, Tom Cruise, Alec Baldwin, Russell Brand & Mary J. Blige – “Don’t Stop Believin'”

The Craft: Music From the Motion Picture (1996)
Como deixar de fora uma trilha sonora dos anos 90 que me marca até hoje? Não escondo meu amor pelo filme Jovens Bruxas de maneira nenhuma! Você podê vê-lo aqui! E toda vez que precisar indicar uma trilha sonora que envolva o lado “magia natural” de ser, bem místico, vou repetir o nome desse álbum aos quatro ventos! É amor demais!

1. Our Lady Peace – “Tomorrow Never Knows”
2. Heather Nova – “I Have the Touch”
3. Sponge – “All This and Nothing”
4. Letters to Cleo – “Dangerous Type”
5. Love Spit Love – “How Soon Is Now?”
6. Matthew Sweet – “Dark Secret”
7. Juliana Hatfield – “Witches Song”
8. Tripping Daisy – “Jump Into the Fire”
9. Jewel – “Under the Water”
10. All Too Much – “Warning”
11. Elastica – “Spastica”
12. Spacehog – “The Horror”
13. Graeme Revell – “Bells, Books and Candles”

*** BÔNUS!

The Lost Boys: Original Motion Picture Soundtrack (1987)
Junto com Jovens Bruxas, ajudou da dar origem ao meu primeiro livro publicado, Os Hereges de Santa Cruz! É para os dias em que você se sente um punkzinho no fim dos anos 80, um estranho no bairro ou com desejos de ser jovem eternamente, só precisando se alimentar do sangue de gente escrota. Como ignorar o cover de Echo & The Bunnymen para “People Are Strange” da banda The Doors? Ou “Cry Little Sister”? Não dá!

1. Gerard McMann – “Cry Little Sister”
2. Thomas Newman – “To the Shock of Miss Louise”
3. Thomas Newman – “Closing Time”
4. The Young Rascals – “Groovin'”
5. Echo & The Bunnymen – “People Are Strange”
6. Tim Cappello – “I Still Believe”
7. Eddy & The Tide – “Power Play”
8. Thomas Newman – “Back to the Carnival”
9. INXS & Jimmy Barnes – “Laying Down the Law”
10. Mummy Calls – “Beauty Has Her Way”
11. INXS & Jimmy Barnes – “Good Times”
12. Lou Gramm – “Lost in the Shadows”
13. Thomas Newman – “The Old Resort”
14. Thomas Newman – “Drinking Blood”
15. Thomas Newman – “Falling Home”
16. Thomas Newman – “Headlights”
17. Clarence “Frogman” Henry – “Ain’t Got No Home”

Qual trilha sonora você indicaria?

Discípulos de Peter Pan - DDPP - 10 filmes sobre escrever livros

Quando perco a paciência para escrever ou me encontro num bloqueio de procrastinação (porque criatividade tenho de sobra), assisto algum filme com escritores. Assistir gente escrevendo não dá vontade de escrever? Separei meus preferidos para motivar você!


Ligados Pelo Amor (Stuck In Love, 2013) Já imaginou como seria incrível viver numa família de escritores? Sendo que sua irmã seria a Lily Collins e seu cunhado o Logan Lerman? Pois é. Stuck In Love chegou ao Brasil atrasado, mas as histórias de amor com veia literária, enredo dinâmico, sensibilidade e trilha sonora espetacular valem a pena. Me sinto inspirado pra caramba depois de assistir (e, acredite, já assisti milhões de vezes).

Adaptação (Adaptation, 2002)Nicolas Cage interpreta um cara (e o irmão gêmeo dele) que precisa adaptar um best-seller da personagem de Maryl Streep. O filme é interessante pela veia cômica que nasce da procrastinaçãoque todo escritor conhece, aquelas desculpas que inventamospara não escrever.

Autores Anônimos (Authors Anonymous, 2014) Comedinha barata com a Kaley Cuoco, a Penny de The Big Bang Theory. O filme é sobre um grupo de escritores que opinam sobre o trabalho uns dos outros. Quando Hannah vira best-seller, eles têm de lidar com a inveja de verem uma colega atingindo o topo dos mais vendido. É legal porque mostra o processo de crítica e de como não há fórmula para que um livro dê certo.

Janela Secreta (Secret Window, 2004) Baseado no livro de Stephen King, Mort (Johnny Depp) foi traído pela esposa e decidiu se isolar numa cabana para escrever um novo livro. O problema é que um caubói maluco aparece na porta dele, o acusando de plágio. É para mexer na cabeça com final interessantíssimo.

Jovens Adultos (Young Adults, 2011) Já falei tanto desse filme aqui no DDPP que tô com vergonha. Mavis Gary (Charlize Theron) é uma ghost-writter — quem escreve livros baseados na ideia de algum autor (que ganha o crédito), na faixa dos 40 anos, escrevendo sobre adolescentes. Sem marido, sem filhos, sem nada que a prenda emocionalmente, decide voltar para a cidade em que vivia e reconquistar um amor do ensino médio, que está casado e acabou de ter bebê. Épico.

Versos de um Crime (Kill Your Darlings, 2013) Sabe aquela cena do Daniel Radcliffe se pegando com um cara que rodou pelas redes sociais? Então, é desse filme. Daniel interpreta Allen Ginsberg, que se envolve com Lucien Carr (Dane Dehaan), iniciando a fase beat da literatura americana, aprendendo a viver de excessos e muita poesia. Por curiosidade, Jack Kerouac aparece nesse filme também, que se passa antes de On The Road. O filme nos inspira a escrever sobre aventuras que temos.

Sob o Sol da Toscana (Under the Tuskan Sun, 2003) É romance, tá? Uma escritora decide tirar férias na Toscana depois que rompe um relacionamento. Claro que ela conhece um monte de gente inspiradora e um novo relacionamento aparece, mas achei legal citar pelo lado mais “humano” do processo criativo: a vida! Nada melhor do que escrever sobre aquilo que você conhece! Cada vida é uma história pronta para ser contada — e você não precisa ter dinheiro e viajar pra Toscana para que isso aconteça ;)

Louca Obsessão (Misery, 1990) Sabe a Kathy Bates que interpretou Delphine LaLaurie em American Horror Story: Coven? Baseado na obra de Stephen King, ela interpreta uma fã alucinada que salva seu escritor preferido de um acidente. Enquanto cuida dele, tem a chance de ler um original não-publicado e último volume da série que acompanha religiosamente. A merda é que ela não gosta do final e passa a torturar o escritor até que ele reescreva o desfecho. É sufocante e Kathy é uma atriz monstruosa! Sempre me deixa encucado achando que um discípulo revoltado com meu trabalho no site vai querer me matar…

Mistérios e Paixões (Naked Lunch, 1991) Feito de pura psicodelia, lembra a vibe onde escritores estavam mais para astros do rock, criando arte a partir das experiências mais loucas com drogas. Esse filme é insano, onde um escritor falido trabalha como controlador de pragas em residências e começa a usar o pesticida como droga para ter as mais insanas trips. É divertido, apesar de maluco, e trabalha uma perspectiva que os outros filmes dessa lista não se atreveram.

Garotos Incríveis (Wonder Boys, 2000) Não é o último da lista por ser menos importante, mas porque quis fechar com chave de ouro. Com elenco composto por Michael Douglas, Tobey McGuire e Katie Holmes, conta a história de um escritor best-seller que está preso num bloqueio criativo há muito tempo. Quando encontra em um de seus alunos a genialidade inata, o acompanha numa aventura social maluca, enquanto tenta lidar com a gravidez de sua amante e as investidas safadas de uma aluna que mora com ele, num quarto alugado. Tem algum filme que te inspire a escrever? Comente!