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Discípulos de Peter Pan - DDPP - 10 filmes de alienígenas estilo found footage

Found footage é o gênero “filmes perdidos”, daqueles em que as fitas funcionam como evidências para casos inexplicáveis achadas anos depois — geralmente gravados pelas próprias personagens. Começando nos anos 70 com Holocausto Canibal, voltaram no fim dos anos 90 com A Bruxa de Blair e se misturaram com alienígenas no filme Contatos de 4º Grau. Na lista de hoje, 10 filmes desse gênero envolvendo visitantes extraterrestres, naves espaciais e descobertas perigosas!

Estranhas Criaturas (Alien Abduction: Incident in Lake County, 1998)

Estranhas Criaturas (Alien Abduction: Incident in Lake County, 1998)
Um dos melhores filmes do gênero found footage com alienígenas é esse noventista que desenha na tela todo o desespero que seria se sua família, num jantar especial, esbarrasse com a visita de aliens pesquisadores. É ótimo e a estética é demais!

Alien Abduction (Alien Abduction, 2014)

Alien Abduction (Alien Abduction, 2014)
Como se fosse uma versão moderna de Estranhas Crituras — e tem quase o mesmo título —, narra a história de uma família que sai de férias para acampar e fica presa num túnel com dezenas de carros abandonados, alguns ainda ligados. Tentando fugir, eles veem “coisas estranhas” e se perdem na floresta, pro nosso desespero.

Skinwalker Ranch (Skinwalker Ranch, 2013)

Skinwalker Ranch (Skinwalker Ranch, 2013)
Apesar dos pesares, achei muito legal. Não é a melhor história do mundo — e não dá pra esperar muita coisa de um found footage. Entrega um enredo interessante, possui efeitos legais e sustos escondidos que arrepiam um bocado. Uma equipe de investigação vai filmar a fazenda dum cara, pois o filho dele desapareceu depois que uma forte luz piscou. Eles registram todos os acontecimentos bizarros do lugar.

Unaware (Unaware, 2010)

Unaware (Unaware, 2010)
O que mais gosto nesse é que o filme em si só acontece no final, deixando partes enormes para você acreditar que o casal viajando para o Texas é mesmo um casal — só que ao mesmo tempo que é interessante, lerda o filme. Chegando no Texas, encontram um galpão militar da família do cara. Quando abrem, encontram coisas que não deveriam ser descobertas — e que vai dar merda pro lado deles.

Cloverfield - O Monstro (Cloverfield, 2008)

Cloverfield – O Monstro (Cloverfield, 2008)
Outro ótimo found footage é esse onde um cara vai se mudar para o Japão e dá uma festa de despedida. Do nada, algo estranho cai do céu e causa destruição por onde passa, a ponto de a cidade inteira entrar em chamas e as pessoas correrem pela sobrevivência. Veja com amigos!

Contatos de 4º Grau (The Fourth Kind, 2009)

Contatos de 4º Grau (The Fourth Kind, 2009)
Perdi o sono algumas noites depois de uma cena desse filme. Supostamente “baseado em fatos reais” fala sobre uma série de desaparecimentos no Alasca e uma pesquisa usando hipnose para saber o que aconteceu a essas pessoas. É bizarrinho, meio perturbador.

Apollo 18 - A Missão Proibida (Apollo 18, 2011)

Apollo 18 – A Missão Proibida (Apollo 18, 2011)
Acho que esse é o que menos gosto na lista. Não que o dispense por completo, pois apresenta um tipo diferente de alienígenas, mas como um filme inteiro ele peca. Na missão espacial escondida do público sob a placa de cancelamento, mostra os vídeos perdidos do que foi encontrado na Lua e preferiram esconder para não causar pânico no mundo. Se você é emocionalmente claustrofóbico ou odeia solidão, prepare-se.

V/H/S 2 (V/H/S 2, 2013)

V/H/S 2 (V/H/S 2, 2013)
Esse filme é composto por diversos curtas de terror! É genial! Um dos filmes dentro do longa é sobre alienígenas nem um pouco amigáveis. Adoro ver esse filme inteiro, mas só esse curta dos alienígenas vale o entretenimento. Paixão define ♥


Distrito 9 (District 9, 2009)

Distrito 9 (District 9, 2009)
Em vez de chegarem destruindo tudo, alienígenas pedem abrigo em nosso planeta pois são os últimos sobreviventes do planeta deles. Fazendo analogia às culturas em minoria que “surgem” em países mais desenvolvidos para melhorarem de vida, os homens tratam com preconceito e descaso os visitantes — agora co-habitantes em favelas. O filme se desenrola daí, bem fodinha.

Hangar 10 (Hangar 10, 2014)

Hangar 10 (Hangar 10, 2014)
Achei parado quase o tempo todo. Lembra um pouquinho a estética de A Bruxa de Blair, mas conta a história de caçadores de metais preciosos e tesouros que se metem no meio do mato e fazem contato com luzes barulhentas que causam mais mal à saúde que cigarro. O final é muito maneiro, dá um desespero, mas de resto não é lá grande filme — entrou aqui por ser curioso. Vai que você gosta?

Incidente em Wicksboro (The Wicksboro Incident, 2003)

Incidente em Wicksboro (The Wicksboro Incident, 2003)
Resolvi incluir esse filme como bônus, pois parece um documentário real. Uma dupla de diretores resolve gravar o testemunho do único homem que sobrou após um incidente bizarro onde uma cidade inteira do Texas desapareceu do mapa em 1953. Investigando o caso, percebem que alienígenas talvez estejam manipulando o mundo a níveis que não imaginamos. Gostei bastante pela veracidade das situações em que os protagonistas se envolvem. Parece de verdade.

Tem algum filme pra indicar? Comente!

10 filmes sobre jovens solitários, incompreendidos e incríveis

O tema dessa semana é jovens idosos, aquelas pessoas — não apenas jovens — que se sentem fora de época. São chamados de “velhos” pelos familiares, de “chatos” pelos amigos e ao mesmo tempo servem como totem de confiança quando o assunto é responsabilidade. O lado ruim para um jovem idoso se aceitar — ou qualquer pessoas que não compreenda a inestimabilidade da própria personalidade — é que o mundo critica qualquer coisa. Se ele não quer sair e falar com todo mundo, se não quer beber a ponto de passar mal ou se não quer largar o mundo que criou na própria mente, é personificado como alguém “errado”. Esses filmes nos lembram que não há nada errado em ser o que se é e que as pessoas mais incríveis são tachadas de “esquisitas” por pessoas secas e julgadoras.

Forrest Gump, o Contador de Histórias (Forrest Gump, 1994)

Forrest Gump, o Contador de Histórias (Forrest Gump, 1994)
E se um cara considerado “estúpido” participasse das maiores mudanças dos EUA e tivesse um dos corações mais bonitos que você chegasse a conhecer? Esse é Forrest Gump, personagem cativante num filme incrível e aclamado até hoje. Demorei um tempo para assistir — e parte da minha vontade de vê-lo veio da música de mesmo título do meu futuro marido, Frank Ocean —, mas depois que assisti vi mais duas vezes de tão maravilhoso. É sobre amor, aceitação, superação e muita história para contar!

Billy Elliot (Billy Elliot, 2000)

Billy Elliot (Billy Elliot, 2000)
Imagine uma sociedade extremamente machista e ignorante que… bem, não precisa imaginar. A gente vive numa sociedade assim. Um moleque é treinado pelo pai para lutar boxe, mas é encorajado a fazer balé porque possui a arte na veia. Ele se apaixona pela dança, enfrentando todos os tipos de preconceito possíveis! O filme é encorajador, envolvente pra caramba e com final esplêndido. É obrigatório na filmoteca de todo jovem incompreendido — na idade que for. Assista com a família!

Donnie Darko (Donnie Darko, 2001)

Donnie Darko (Donnie Darko, 2001)
Suspeito de sofrer com esquizofrenia, Donnie é um moleque “estranho” dos anos 80: ríspido, individualista e rebelde. Quando um coelho gigante e bizarro o salva de ser atingido pela turbina de um avião que ninguém sabe de onde veio, ele se torna o messias de um mundo que acabará em pouco tempo. Será que é realidade? Será que Donnie é esquizofrênico mesmo? Um dos meus filmes preferidos, tem Jake Gyllenhaal e Drew Barrymore no elenco. Sem falar que a trilha sonora é de partir o coração e o final de embaralhar a mente.

Frances Ha (Frances Ha, 2013)

Frances Ha (Frances Ha, 2013)
Outro filme que sou declaradamente fã é Frances Ha. Frances não é jovem de idade — já na casa dos 30 anos —, mas todos os questionamentos e a busca por uma vocação, companhia e um lugar no mundo, generaliza a realidade de que todos nós precisamos nos encontrar antes de esperar qualquer tipo de aprovação exterior, justamente para cagar para ela. Falei do filme aqui e no artigo

Tão Forte e Tão Perto (Extremely Loud and Incredibly Close, 2011)

Tão Forte e Tão Perto (Extremely Loud and Incredibly Close, 2011)
Oskar é uma daquelas crianças que nasceram com o cérebro funcionando a todo vapor, facilmente identificáveis pelas grandes capacidade intelectuais. Ainda sem digerir o fato de que o pai morreu na queda das Torres Gêmeas, encontra uma chave que o guia para uma busca pela cidade de New York, onde se desenvolve como ser humano e aprende com os outros o que importa nessa vida. Você vai chorar um bocado.

Preciosa - Uma História de Esperança (Precious: Based on the Novel Push by Sapphire, 2009)

Preciosa – Uma História de Esperança (Precious: Based on the Novel Push by Sapphire, 2009)
Se você acha que sua vida é uma merda é porque não conhece a história de Precious. Ela é uma garota negra, acima do peso, estuprada pelo pai, atacada pela mãe, ignorada pela sociedade, analfabeta e, é claro, pobre. Não espere mundos rosinhas ou a capacidade de sonhar aqui. É um soco no estômago. Dá vontade de chorar, de bater em alguém e de fazer o mundo ser mais justo para todo mundo. É uma experiência incômoda e dolorosa de assistir.

A Invenção de Hugo Cabret (Hugo, 2011)

A Invenção de Hugo Cabret (Hugo, 2011)
Outro filme cheio de sensibilidade e jovens incompreendidos é A Invenção de Hugo Cabret, que narra a história de Hugo tentando ligar a última invenção do pai: um robozinho. Última invenção porque o pai do garoto morre e ele passa a viver sozinho, com doze anos de idade, numa estação de trem parisiense. A jornada de Hugo é ligar o robô e se virar para sobreviver na Europa do século 20…

A Mentira (Easy A, 2010)

A Mentira (Easy A, 2010)
Olive não era uma menina solitária e incompreendida até ser chamada de piranha no colégio. Depois que uma mentirinha de que ela perdeu a virgindade com um cara mais velho roda a escola e os garotos resolvem se aproveitar do boato para se promoverem, ela fica no dilema entre assumir a verdade ou abraçar esse boato para ter a atenção das pessoas. É quando ela começa a perceber que a atenção não vale a pena, já que quando você não é mais útil, ninguém liga se você está bem ou não. Se amar é a chave para viver bem.

A Família Addams (The Addams Family, 1991)

A Família Addams (The Addams Family, 1991)
Não só esse filme da Família Addams, mas também o segundo, fazem parte de uma das melhores representações de “desertados” da sociedade que aprenderam a se virar muito bem sozinhos. Aprendi com essa família que os defeitos que temos podem ser defeitos para os outros, mas se aprendermos que nada é 100% negativo ou positivo, tendo noção de que somos o que somos e dane-se, a vida é muito mais musical, engraçada e milagrosa. Era meu filme de cabeceira quando tinha sete anos.

Poder Sem Limites (Chronicle, 2012)

Poder Sem Limites (Chronicle, 2012)
Alguns desses jovens solitários, incompreendidos e incríveis acabam caminhando por uma estrada escura quando o mundo se mostra hostil. É o que acontece com um dos três meninos que ganham poderes de um cometa radioativo — ou algo do tipo. Juntos desenvolvem habilidades telecinéticas ilimitadas que culminam em eventos desastrosos para a mente e uma cidade dos Estados Unidos.

O tema dessa semana no Discípulos de Peter Pan é “férias”, com postagens para te ajudar a sobreviver e se divertir durante as semanas em casa. Hoje quis indicar 10 filmes sobre fugir da sociedade, tirando férias do sistema que nos pressiona a viver de um jeito que não queremos. Mas será possível fugir? O que a gente perde? O que ganha? Assista alguns desses 10 filmes e planeje sua próxima aventura — ou aprenda que a real mudança a partir de fuga está na sua cabeça, pois mudando a você, o mundo ao redor se transforma também.

Os Reis do Verão (The Kings of Summer, 2013)

Os Reis do Verão (The Kings of Summer, 2013)
Quando dois amigos ficam de saco cheio dos pais e das regrinhas da sociedade, decidem mudar para a floresta e viverem absolutamente sozinhos. Outro menino acaba se juntando a eles, que sobrevivem de caça — ou tentam — e lidam com vários dilemas de que não estão tirando férias do mundo, mas fugindo dele. Tem cara de filme dos anos 80 mas é de 2013 e completamente apaixonante, lembrando nosso estilo discípulo de Peter Pan de ser com estética de escoteiro, figurinos legais e tratando do crescimento inevitável por qual passamos.

Curtindo a Vida Adoidado (Ferris Bueller's Day Off, 1986)

Curtindo a Vida Adoidado (Ferris Bueller’s Day Off, 1986)
Ferris Bueller vai ganhar o próprio rolezinho no próximo sábado — veja o “Rolezinho com Peter Pan” para conhecer a nova coluna do site —, afinal ele é um dos maiores ícones de férias do mundo! Ferris resolve tirar o dia de folga do colégio e inventa que está doente. Com a namorada, sequestra o melhor amigo — junto com a Ferrari do pai dele — e vão curtir o dia numa versão melhorada do “Dolce far niente” porque a vida só se vive uma vez. Clássico da juventude.

Na Natureza Selvagem (Into The Wild, 2007)

Na Natureza Selvagem (Into The Wild, 2007)
Assim que McCandless se forma na faculdade, doa todo o dinheiro que tem — pois vem de uma família riquinha — e parte numa aventura esperta para se desligar de todo o materialismo em que foi ensinado a viver e se encontrar no caminho para o Alasca. A história é real e esse filme te tira um pouco da zona de conforto, pois te faz perceber o que realmente importa nessa existência única — como nos “10 momentos para se perguntar por que não?”. Muitas pessoas que assistem a esse filme afirmam que ele as mudou radicalmente por dentro.

Colegas (2012)

Colegas (2012)
Inspirados pelo filme Thelma & Louise, os três protagonistas de Colegas decidem fugir do instituto para pessoas com Síndrome de Down em que estão e correr atrás dos sonhos. Esse longa é brasileiro, doce, divertido e completamente inspirador, daqueles para assistir no fim da tarde com a família, pois não possui nenhum tipo de apelação imbecil.

Moonrise Kingdom (Moonrise Kingdom, 2012)

Moonrise Kingdom (Moonrise Kingdom, 2012)
Quando o escoteiro Sam e a atriz Suzy se apaixonam sem querer, decidem fugir do lugar nenhum em que vivem e passam por todos os desenvolvimentos do amor romântico no meio da aventura! Também fala que se a gente quiser muito uma coisa, precisamos correr atrás dela, mesmo que tenhamos medo das eventuais surpresas. É filme para adultos protagonizado por crianças fantásticas. Falei mais dele no texto “Moonrise Kingdom (2012)”.

Quase Famosos (Almost Famous, 2000)

Quase Famosos (Almost Famous, 2000)
Quando um adolescente de 15 anos entra para o time da revista Rolling Stone dos anos 70, precisa acompanhar uma banda pela primeira turnê nos Estados Unidos, registrando tudo. Fugindo de casa e vivendo o cenário do rock naquela época, descobre o mundo das drogas, do sexo e da poesia musical em todas as suas expressões. Vi quando era mais novo e meu sonho era fugir com a banda Rooney para qualquer lugar do mundo. Quem dera…

Na Estrada (On The Road, 2012)

Na Estrada (On The Road, 2012)
Essa adaptação de Walter Salles é baseada no livro de mesmo nome por Jack Kerouac. Conta a história do cara percorrendo os Estados Unidos com amigos, vivendo o excesso das drogas, dramas, música e dos amores que não podemos amar. A sensação de liberdade e reflexão nesse aqui explode tanto quanto Na Natureza Selvagem e minha vontade depois de assistir é pedir carona com uma garrafa barata de vinho na mochila.

A Lenda de Billie Jean (The Legend of Billie Jean, 1985)

A Lenda de Billie Jean (The Legend of Billie Jean, 1985)
A razão de Billie Jean ter fugido da cidade foi por ter sido acusada de um crime que não cometeu. Lutando pelo que é certo e se transformando no processo, recebe a atenção da mídia e se torna uma lenda viva para os jovens dos anos 80. O filme é considerado cult e tem de tudo um pouco, do drama à ação. As personagens são deliciosas e essa estética vintage te amarra na cadeira, sem falar que discípulos que querem fugir por estarem frustrados com as injustiças do cotidiano vão se identificar bastante.

Férias Frustradas de Verão (Adventureland, 2009)

Férias Frustradas de Verão (Adventureland, 2009)
E aqueles que não têm coragem de chutar o pau da barraca e fugir só com as roupas do corpo? Aos menos radicais só resta planejamento. Férias Frustradas de Verão não narra nenhuma fuga em si, mas a história de um garoto que tinha planos para ir à Europa com tudo pago pelos pais, que ficam falidos e dizem que se ele quiser viajar, vai ter de trabalhar. Ele entra para a equipe de perdedores do parque de diversões local para juntar dinheiro e meter o pé da cidade.

Thelma & Louise (Thelma & Louise, 1991)

Thelma & Louise (Thelma & Louise, 1991)
Duas amigas entediadíssimas com a vida que levam planejam férias nas montanhas. Só que quando elas saem da pequena cidade, se metem numa briga de bar que muda todo o destino, as metendo em uma merda após a outra. Fala sobre os revés que passamos sem planejar — e que a vida pode ser uma vadia e homens criaturas muito malditas. No fim, a escolha de viver uma vida pela metade ou a que almejamos termina sendo majoritariamente nossa.

FILMES INDICADOS POR DISCÍPULOS
Pedi para que discípulos do Clube dos Discípulos de Peter Pan indicassem filmes no tema “férias e fuga da sociedade”. Eis aqui as indicações:

Onde Vivem os Monstros (Where the Wild Things Are, 2012)

Onde Vivem os Monstros (Where the Wild Things Are, 2012)
O filme conta a história de um menino que se sente largado pela mãe (que tem um novo namorado) e pela irmã mais velha (que tem interesses diferentes do dele). Após brigar com a mãe ele foge de casa, entra num barquinho e vai parar numa floresta diferente. Nesta floresta, rodeado por monstros, ele vira rei para evitar ser comido. Escolhi esse filme porque mostra um modo diferente de fugir, o “fugir com a imaginação”. Além de ser um filme maravilhosamente executado com paisagens lindas, pega o adulto e joga na infância, e depois faz crescer de novo em poucos minutos. Mostra como lidar com nossos próprios problemas (refletidos nas personalidades dos monstros) e se fosse pra definir em uma palavra, a única que vem a cabeça é “amor”. É definitivamente um filme sobre amor no sentido mais puro. “I’ll eat you up, I love you so” ♥ — Fabiano Santiago

A Fita Azul (Electrick Children, 2012)

A Fita Azul (Electrick Children, 2012)
Rachel vive em uma comunidade religiosa e isolada e crê ter ficado grávida depois de ter escutado um cassete cor azul, sem ter tido nenhuma relação sexual. Como ninguém acredita na moça, ela foge em busca da voz na fita (um ótimo uso da música “Hanging on the Telephone”), acompanhada de seu irmão e de muita ingenuidade. Ora dando a entender que a garota engravidou imaculadamente, ora nos fazendo acreditar que ela possa ter sido vítima de algum abuso por parte de seu padrasto, o filme nunca deixa clara suas intenções e acaba por perder a oportunidade de discutir temas mais a fundo. — João Vital

Eu e Você (Io e Te, 2012)

Eu e Você (Io e Te, 2012)
Fala sobre Lorenzo, um garoto um tanto anti-social que resolve ficar longe do mundo por uma semana. Para isso ele diz à mãe que esta indo com o colégio numa viagem para as montanhas, só que ele se esconde no porão do prédio onde mora com tudo que precisa para sobreviver: comida, livros, música etc. Os planos são estragados quando sua meia-irmã mais velha, que é uma artista/fotografa viciada em drogas, surge e o chantageia para que ela possa ficar com ele essa semana. A princípio as coisas vão mal por ele ser irritantemente anti-social e ela ser incrivelmente folgada, mas aos poucos, isolados do mundo naquele porão, vão se aproximando. Amo esse filme e apesar de ser do Bertolucci, não tem incesto no final.

Desde que publicava no Alienrique que tenho de desejo escrever resenhas de livros, dizer o que gosto ou não gosto nos filhos dos escritores (publicados ou não, por editoras ou independentes). Pra estrear a categoria, trago pra vocês o livro que dará origem ao próximo filme estrelado por Daniel Radcliffe (isso, o eterno Harry Potter): “Horns”. Ou “O Pacto”, em português. É, né.

Ignatius Perrish sempre foi um homem bom. Tinha uma família unida e privilegiada, um irmão que era seu grande companheiro, um amigo inseparável e, muito cedo, conheceu Merrin, o amor de sua vida.

Até que uma tragédia põe fim a toda essa felicidade: Merrin é estuprada e morta e ele passa a ser o principal suspeito. Embora não haja evidências que o incriminem, também não há nada que prove sua inocência. Todos na cidade acreditam que ele é um monstro.

Um ano depois, Ig acorda de uma bebedeira com uma dor de cabeça infernal e chifres crescendo em suas têmporas. Descobre também algo assustador: ao vê-lo, as pessoas não reagem com espanto e horror, como seria de esperar. Em vez disso, entram numa espécie de transe e revelam seus pecados mais inconfessáveis.

Um médico, o padre, seus pais e até sua querida avó, ninguém está imune a Ig. E todos estão contra ele. Porém, a mais dolorosa das confissões é a de seu irmão, que sempre soube quem era o assassino de Merrin, mas não podia contar a verdade. Até agora.

Sozinho, sem ter aonde ir ou a quem recorrer, Ig vai descobrir que, quando as pessoas que você ama lhe viram as costas e sua vida se torna um inferno, ser o diabo não é tão mau assim.

Não foi difícil viciar na obscuridade inteligente de Joe Hill, que conseguiu me fazer acordar de uma bebedeira louca com Ig, sentindo todos os efeitos massacrantes do álcool, e encontrar na testa um par de chifres diabólicos. O autor tem essa técnica onde todas as personagens possuem trejeitos e características essenciais para que ganhem vida própria usando nosso corpo pra manifestar emoções como pena, revolta, prazer ou tristeza.

Seu trabalho descritivo, seja de cenas ou das “vidas” dentro da história, são de uma falsa simplicidade de encher os olhos. Falsa porque, mesmo parecendo uma sucessão de apontamentos e explicações objetivas acerca dos locais (muito bem esquematizados), por exemplo, é de um trabalho de lapidação absurdo, saber a ordem do que é dito, transmitir a visão mais singular do que ele imaginou sem deixar de oferecer ao nosso cérebro o poder de imaginar em cima disso. E acho que autores desse nível estão cada vez mais raros (ou com histórias mais, hmm, ruins).

O livro é uma caixinha de sadismo pra levar na mochila. Temos um protagonista que aos poucos se torna o próprio Diabo (mesmo que sua índole esteja mais para uma criança inocentemente alcoólatra) num mundo que poderia muito bem ser o inferno, já que os próprios humanos atuam como demônios de primeira linha, cruéis, mentirosos, sujos, babando pecados pelas ventas. Trabalhar no conceito de que todo mundo na história é suscetível aos poderes dos chifres e dão a falar sobre seus segredos mais cabeludos para Ig é uma clara ironia de que o ser humano é um amontoado caótico de carne e desconceitos: até o Diabo duvida do que eles podem fazer.

E mesmo que a história parta do princípio de como ele conseguiu um par de chifres depois de uma noite chumbada, o desenrolar é desesperador quando você entende que a resposta pra isso é subjetiva, quase poética. Isso mata bastante a expectativa. Só não destrói o final ou desmerece o trabalho técnico de fechamento (e a criatividade invejável) de Joe Hill em “Horns” (falando nisso, acho que o título em português não foi feliz).

Como dito na sinopse, Ig descobre a partir de seu irmão quem é o verdadeiro assassino de Merrin, sua namorada. E 60% de minha admiração por Joe Hill ficou colada com Superbonder na capa do livro quando ele nos presenteou com o nascimento de um sociopata que pode ser colocado na prateleira como uma obra-prima. Quando, então, ele é inserido na história (e nós já sabemos quem ele é), é na leitura dos trejeitos que falei no começo que você acredita sem questionamentos que estamos falando de um assassino frio e apático que se esconde nos véus da sociedade pra saciar desejos esquisitinhos. Fica até difícil não ligar pra polícia e dizer “prendam Joe Hill!”, pois seu estudo de comportamento psicológico pra montar o assassino é tão completo que a gente suspeita que o próprio autor se colocou na obra como o grande vilão (porque o Diabo é o menor dos problemas!).

Pra finalizar, o cheiro de cigarro e álcool fica impregnado na sua camisa de [insira aqui o nome da sua banda de rock clássico preferida]. As inspirações puxadas do gênero musical deixam que o livro se torne pop sem a futilidade da literatura popular atual. Fica descolado, com ritmo e, cara, soma respeito. É legal ver os roqueiros da cidadezinha americana fazendo merda na rua, com fama de malucos, e acordar ao lado de Ig com ressaca e dor de cabeça. Diabo, inferno, rock e literatura: deuses, como eu amo o século XXI!

A capa é legal (tem tudo a ver com a história, você vai entender) com arranhões, o nome do autor e o título em acabamento envernizado; a diagramação é simples (a escolha da fonte para os capítulos não foi tão legal, por outro lado) e a qualidade do papel se destaca (coisa da Sextante, adoro).

É pra quem curte histórias de assassinatos com só um toquezinho de sobrenatural, já que o tema não é levado a fundo. É só um diferencial bem medido e responsável por realizar as dezenas de piadas comparativas entre o Diabo e o homem: quem é perigoso, afinal? Quem manda, quem obedece? E até o papel do Capiroto como auxiliar mão-direita de Deus, o pai irritadíssimo e irresponsável.

Aqui um vídeo com o Joe falando do livro. Tá legendado em português

Sobre o filme, você pode ver a foto de Daniel Radcliffe como Ignatius Perrish aqui. Não recomendo ver a foto até terminar o livro, porque tenho certeza que a imagem que Joe Hill quis passar de Ig não é a mesma que o cinema vai tentar vender o filme. Não tô reclamando, já que compreendo que são duas mídias diferentes, o cinema da literatura, mas como leitor, acho que vai limitar muito sua percepção visual da personagem. Sei lá, sugestão.

Dia das Bruxas foi ontem, mas o final de semana começa só amanhã! Pra não perder o pique trevoso dessa festividade macabra, reuni quatro filmes com temática “sobrenatural” pra você assistir com os amigos ou só – se tiver coragem. Tá, são filmes simples, não dão tanto medo, mas são ótimos pra comemorar com um sorvetão. Se joga na cama e aperta play!

Quero mostrar esses quatro longas maravilhosos, de época diferentes, de abordagens diferentes. O primeiro pôster é do filme Contos do Dia das Bruxas (Trick r’ Treat), de 2007, que narra uma história maior a partir de quatro curtas que se misturam. 

Dica de filmes para o halloween

É o Halloween incorporado em suas crendices (as abóboras, os mortos caminhando na Terra por 24 horas e até um azarado psicopata), de perspectivas diversas (desde o que crianças fazem, pedindo doces nas casas, aos adultos safadinhos que se fantasiam num carnaval americanizado pra conseguir sexo fácil). O grande barato de tudo é como cada história se interliga devagarzinho, como uma só cena dá gancho pra continuar outra história (todas se passam no mesmo bairro). 
O visual, apesar de não ser do tipo mais caro e mais produzido do cinema, é uma jóia, assim como os cenários: tudo transmite a sincera força que tem essa festividade. Ótimos tons de laranja, preciosos tons de vermelho (Anna Paquin, a Sookie de True Blood, que o diga!) e bom manuseio de estereótipos (a menininha estilo Carrie, A Estranha que ri por último) e por aí vai. O tempo passa sem nos dar chance de perceber. 

Já com as Jovens Bruxas (The Craft, 1996) preciso levantar a bandeira do “eu sou suspeito”. É um dos meus Top 5 e não vai sair de lá nem com porrada. Sarah (Robin Tunney, Teresa em The Mentalist) se muda para Los Angeles depois de tentar suicídio. No colégio católico, se mistura com as três badgirls com fama de bruxas: Nancy (Fairuza Balk, Sapphire do épico Quase Famosos), Rochelle (Rachel True, nenhumpapelimportante) e Bonnie (Neve Campbell, eterna Sidney Prescot da franquia Pânico). 
Juntas, humilham o cara mais galinha da escola, ficam ricas, lindas, fazem as vadias ficarem carecas e invocam o poder de um deus ancestral muito irritado. O que me faz gostar dessa falsa futilidade é a maneira com que os rituais são tratados (nada de efeitos especiais exagerados, mas sim velas e palavras convictas), quartos com lareira + sorvete + amigas fazendo bruxaria e O FIGURINO! Estilo rocker e excessos de crucifixos marcaram esse clássico teen dos anos 90! Se não viu, tá na hora!

Vi agora que O Segredo da Cabana (The Cabin In The Woods, 2011) teve sua estreia cancelada nos cinemas do Brasil, infelizmente. É o melhor filme de terror lançado há um bom tempo (apesar de amar Atividade Paranormal, o roteiro e a trama desse longa supera pelo conteúdo) e dividiu opiniões. No trailer, o filme diz que “você acha que conhece essa história”, e é isso que parece: você jura que já viu esse filme várias outras vezes.
Porque são jovens doidos por farra se hospedando numa cabana no meio do nada. O que você espera? Assassinos em série com máscaras de hockey, nem um pouco de inteligência das personagens e um conto inútil que, no fim, só serviu mesmo pra dar dinheiro à produtora. Só que estamos falando de O Segredo da Cabana e você vai ver que NADA É O QUE PARECE! Em caps!
Além de inteligentíssimo, consegue ser engraçado num momento ou outro tanto quanto consegue assustar (e assusta!). Além de ser uma ironia ao mercado cinematográfico, uma piada contra os hipócritas “sóbrios” da sociedade e uma homenagem sem medidas ao gênero horror. Já tem pra baixar em 1080p, então não espere sair em DVD: marca pra assistir no sábado!

Forma de Assistir os filmes

Bom achamos uma boa forma de ver todos esses filmes melhor que a Netflix, o termo se chama Iptv nele tem todos canais de tv e mais de 10 mil filmes, o melhor só pedir se não tiver um filme simples né? então agora é so comprar lista iptv e ser feliz.

Por último, outro do meu Top 5: Os Garotos Perdidos (The Lost Boys, 1987). Só posso dizer que o fato de eu usar brinco numa orelha só saiu daí, que gastei uma fortuna pra comprar o sobretudo que nem o do vampiro-teen-quando-vampiros-teen-eram-vampiros-de-verdade David (Kiefer Sutherland) e que o próprio Kiefer era uma de-lí-ci-a quando mais jovem. Na verdade, o elenco quase todo era formado por piteizinhos. 
Quando a mãe fica quebrada depois de se separar do marido, Michael e Sam acompanham a linda senhora Lucy para Santa Carla, onde se hospedam na casa do pai dela, o excêntrico avô taxidermista com cara de maconheiro. Depois de conhecer Star num show na orla (E QUE ORLA MARAVILHOSA PRA QUEM CURTE ROCK E BEBER NA RUA, COMO EU), se envolve com um grupo de motoqueiros que só faz coisa doida. 
Logo passa a dormir de dia e festejar à noite e aprende que ser imortal pode ser um incômodo quando você tem um irmão mais novo e uma mãe pra deixar orgulhosa. Sam, o caçula viciado em quadrinhos, conhece os irmãos Frog (um deles é o eterno Bocão dos Goonies, Corey Feldman) e partem na caça dos vampiros com altíssimo senso pra moda punk, cabelos compridos feitos sob design e decoração.
Nem vou falar que você vai ser um cocô pra mim se não assisti

Tava de saco cheio de tanto trabalho pra fazer. Faculdade consegue te assustar mais no final do período do que qualquer tipo de devaneio sobre ter meu cartucho de Pokémon roubado e minhas recém 200 horas tiradas de mim. Me permiti sentar, comer rosquinhas (ui) e deixar On The Road rodando em 1080p. Acredite: o filme é mais do que Bella Swan pelada.
Não li o livro “Pé na Estrada” que deu origem a essa adaptação de Walter Salles. Mesmo se tivesse lido, tenho consciência de que apesar de histórias iguais, a forma de expressá-las é diferente (literatura pra cinema). Assim digo para todos os filmes/séries/games baseados em quadrinhos, livros ou afins. Então analiso esse filme como um filme, separado do livro, e de um ponto de vista técnico totalmente meu, ok?

A entrada do filme é um pouco longa, mas já enche os olhos com a saturação. As cores realmente ditam os tons de sentimento de Na Estrada. As cores e os ângulos de câmera (de tirar o fôlego quando temos a perspectiva do passageiro). Mas pra entender melhor, preciso te dizer que a história passa a acontecer quando o escritor Sal (Sam Riley) perde o pai e, percebendo que a vida perde muito dos sentidos que o prendiam a ele mesmo, acaba se unindo a Dean (Garret Hedlund), um Cazuza dos anos 50, e parte por aí pra experimentar coisas totalmente fora da rotina, sempre com muito sexo, drogas e música (as cenas de dança são espetaculares!). 
Algo que me chamou muita atenção foram as personagens de atitudes muito consistentes e facilmente analisáveis (psicologicamente falando), de jeitinho subjetivo. Como quando Dean comenta “deve ser bom ter uma família” e há um corte de cena para uma estrada coberta de neve onde um carro voado passa com Dean ao volante. O vazio que o leva a fazer as coisas que faz. Isso é muito bonito, falando de poesia visual. É sensível.

Também me amarrei em como eles dois se envolveram. A amizade forte dá lugar a um tipo de paixão esquisita, que não fica clara mas dá pra sentir o cheiro (acho que a geração beat tem um cheiro muito específico…). No fim do filme dá pra perceber melhor. E adoro como tratam de sexualidade sem tabu nenhum. Às vezes, Dean me deixava triste. Mesmo que Sal dissesse que gostava de pessoas como Dean, que vivem intensamente, que buscam viver com tudo, eu só via uma casca. Uma casca tentando sentir qualquer coisa. Talvez tenha sido isso que Sal quis dizer, afinal.
Kristen Stewart tem peitos muito bonitos, obrigado, mas os gemidos… deuses! Ela geme muito mal! Só que vou tirar o chapéu pra garota: ela está maravilhosa. Além de legalmente loira, a mulher é linda até o osso. A fotografia e a iluminação só ajudaram a destacar essa beleza simples dela. Como personagem, Marylou, ela faz bem, é estável. No começo não parece, mas depois… O longa se segura muito bem nisso, em atores de calibre como Viggo Mortensen (que além de mostrar o saco escrotal, mostra que é um ator épico. Sem piadas com O Senhor dos Anéis, por favor) e Kirsten Dunst (que interpreta Camille, esposa de Dean). 
Dou destaque especial para Amy Adams, que faz a Jane, drogadinha-mãe-de-família-louca-por-lagartixas. Uma característica do uso das drogas bem comentada no começo do filme é a tremedeira nas mãos. Amy, durante toda sua presença em cena, mantém a nível assustador a fidelidade a esse efeito. Dá um doce pra ela, tá, produção?

Acho que é um filme de busca, de correr atrás de qualquer razão, qualquer inspiração, seja pra viver ou escrever um livro. Fala de desapego e dos amores que não podemos amar. Fala de se afogar em ilusões (hoje muito bem colocadas pela mídia, pela “vida noturna descolada”, o que filmes desse tipo tentam quebrar em paradoxo ao apoio que inspiram) pra entorpecer o “nada” da solidão, do medo de sentir de verdade. 
É uma trip, uma viagem exagerada entre dois caras que são opostos, mas que procuram um no outro o que lhes complete. Por isso os atores funcionam muito bem, por isso o casamento do roteiro com a história brilha: ficou tudo claro. Dá pra entender, acompanhar, sentir, se excitar, julgar e pegar um carro pra voar pelas estradas de pureza só pra entender que depois vamos querer voltar pra casa.
Se não fosse pela instabilidade narrativa (começa bem, fica mais ou menos, fica ótimo e depois acaba), consideraria um ótimo filme. E me dá dó não ter colocado o título entre meus favoritos. Mas cumpre proposta e chega a parecer cult. Que bom que não é.

Pesado, chato, apelativo, complicado, entediante, demente, vulgar, cult demais: essas são as desculpas que sempre ouvi e, em tempos, dei para deixar a obra literária de Vladimir Nabokov namorando poeira na prateleira. Lolita é uma história polêmica, marcante e, na minha opinião, sexy e desgraçada nas medidas certas. A segunda adaptação para o cinema é o foco de discussão na nova categoria, cara!
Ganhei o livro de uma amiga ruiva, com ótimo gosto pra moda e mágico olho de fotógrafa. Minha avó tinha me oferecido a história antes, mas ninguém despertou meu interesse como essa amiga. Na dela, li o livro, gamei e, por recomendação, assisti a adaptação de Adrian Lyne (Proposta Indecente) enrolado nos edredons, traçando uma lata de leite condensado (o que talvez tenha sido uma mensagem do meu subconsciente que ainda não compreendi…).

assistir Filme Lolita

Seria estúpido desejar que o filme contasse todos os muitos detalhes da história de Humbert Humbert lá em 1947, por isso a abertura atira na nossa cara o melhor trecho do livro, o primeiro, enquanto esse mesmo homem, coroa, professor, dirige exausto, o rosto e as mãos colados em sangue, buscando manter sobre o banco do carro o revólver e um simples clipe da cabelo. Nesse pedacinho de cena, fica claro como esse homem se sente atraído por uma menininha e que sua paixão o levou a fazer loucuras.
O filme nem chega perto da vulgaridade. Ela, com 12 anos, não é tão inocente quanto deveria ser. Ele, bem mais velho, é torturado pelos atos da criança e ainda na introdução tenta definir o porquê de se sentir maravilhado por meninas tão jovens. Lolita é a primeira que ele toca e toda a trama se desenvolve daí, de um relacionamento desfuncional, imaturo e exagerado de paixão. Mesmo com todo o jogo sexual, a vulgaridade dá espaço para gestos menos expostos de carinho, como o sarrar dos pés ou ela se sentando no colo dele para ler alguma coisa. Não espere longas cenas de sexo, muito menos claras. O filme não é sobre isso.

Filme Lolita

Filme Lolita

Jeremy Irons interpreta o professor inglês de segredos profundos, traçando bem os limites entre um homem mascarado para a sociedade e um charmoso cheirador de roupas infantis (é verdade) que passa a morar na casa da viúva Charlotte Haze ― interpretada por Melanie Griffith ― em Nova Inglaterra, para ensinar francês na universidade. Essa mulher claramente em crise, solitária, beira a insanidade em certos momentos, se entorpecendo com remédios, odiando a beleza (subjetivamente) e personalidade da filha, Dolores, ou, para alegria geral dos cinquentões, Lolita (Dominique Swain).

A filha é ousada, cínica, mandona, mimada e a mãe não suporta nada que venha dela. Tanto que seu desejo é trancá-la num colégio interno e viver em paz com o homem que poderia tapar o vazio dentro dela, nosso professor Humbert, até descobrir quais foram as reais intenções do cara ao aceitar se hospedar na casa da família Haze: atração doentia por Lolita. Prestes a contar o segredo do homem, o destino move seus dados e, num simples atropelamento, ela morre, deixando nas mãos de Humbert a tutela de Dolores. 
É aí que o limite para o relacionamento deles se mistura com longas viagens de carro pela América do Norte, lojas de conveniência, excesso de doces e apelidos incestuosos, como “papai”. Depois vem o ciúme, o medo de perder, o medo de ser exposto, o medo de perdê-la, a paranóia. E o resto é preciso ver o filme pra não perder o encanto.

Ainda está pra acontecer a adaptação perfeita do livro para o cinema, mas essa chega bem mais perto do que a primeira, de Stanley Kubrick. Em vários momentos me peguei excitado pela situação e paradoxalmente enojado, vomitando repulsa. Essa emoção despertada é exatamente o que Humbert Humbert sente, só que ainda maior! E transmitir esse tipo de coisa exige um trabalho, no mínimo, sincero.

filmes e uma série indicados para o Dia das Bruxas

Essa vida de blogueiro pode ser muito solitária! Aproveitando o Halloween, resolvi chamar amigos com blogs para criar uma lista onde cada blogueiro indicaria um filme diferente para ver no Dia das Bruxas! É quase como se estivéssemos fazendo nossa listinha pessoal para assistir no dia em que nos encontrarmos! Espero que você goste! Se quiser mais posts de Halloween, acesse essa categoria e não deixe de visitar o blog dessa galera!

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O Jovem Frankenstein (Young Frankenstein, 1974)

O Jovem Frankenstein (Young Frankenstein, 1974)
Em tempos passados já fui um fã de filmes de terror. Passava horas assistindo e conversando sobre eles, mas aos poucos foram se tornando repetitivos. Aí comecei a debandar para outros gêneros. Logo, não poderia ser mais difícil indicar algo pro , por mais que indicar filmes de terror seja bem lugar-comum nessa situação. Partindo do ponto que um dos meus novos filmes favoritos da vida — The Rocky Horror Picture Show — é um filme clássico de Halloween, me lembrei de outro que assisti anos antes e que me divertiu da mesma forma. O Jovem Frankenstein passando num Telecine da vida foi uma das melhores coisas que eu já assisti. Não sou de comédias, mas filmes como esse e Rocky Horror me conquistam de uma forma que não sei explicar. O Jovem Frankenstein é uma paródia genial, diga-se de passagem, do clássico filme do Frankenstein. Nunca assisti ao original, mas consegui aproveitar a paródia sem problemas. Temos o médico e sua criatura outra vez, e o único desejo do monstro é ser amado. O Dr. Frankenstein de Gene Wilder é SENSACIONAL. Acho que poucas vezes eu ri tanto com filme quanto com O Jovem Frankenstein. Para quebrar a tradição dos filmes pesadões de terror, acho mais que válido uma comédia baseada no gênero, afinal, a festa do Dia das Bruxas já não é mais o finados que foi antes. O espírito da coisa é se divertir

Abracadabra (Hocus Pocus, 1993)

Abracadabra (Hocus Pocus, 1993)
Queria indicar Abracadabra porque foi o primeiro filme sobre Halloween que assisti na vida e gostei bastante. Eu pude perceber como era o Halloween tradicional e não senti medo por isso. Muito pelo contrário, me diverti muito! Não lembrava da existência desse filme até que um dia vi o finalzinho na TV! Fiquei, tipo: “CARACA! ADORAVA ESSE FILME QUANDO ERA PEQUENA”! Tinha o VHS e tudo

Os Fantasmas Se Divertem (Beetlejuice, 1988)

Os Fantasmas Se Divertem (Beetlejuice, 1988)
Beetlejuice é um filme pra você assistir no início da noite de Halloween, enquanto come amendoim se aquecendo pra gritar mais tarde. É um clássico, constantemente mencionado, e segue o gênero comédia e terror. Dirigido por Tim Burton, Beetlejuice tem que fazer parte da sua noite das bruxas porque nem só de terrorzão vive essa data: cadê os doces, travessuras e diversão

O Estranho Mundo de Jack (The Nightmare Before Christmas, 1993)

O Estranho Mundo de Jack (The Nightmare Before Christmas, 1993)
O porquê de ter escolhido O Estranho Mundo de Jack é que você pode passar o Halloween e Natal com clássicos do terror de fazer gritar e se esconder debaixo das cobertas, ou optar por algo “família”, que remete à infância de muitos marmanjos. Jack é uma mistura genial de animação fúnebre e musical marcado por letras que te fazem — de alguma forma — sentir medo! É fantástico! Também pelo fato do prefeito da Cidade do Halloween ter duas caras, que é uma sátira criada por Tim Burton para todos os políticos, visível quando o prefeito diz: “Jack, por favor, sou apenas um representante eleito, não posso tomar decisões sozinho”. Quis trazer algo que tivesse relação com música, um dark humor

Manequim 2 - A Magia do Amor (Mannequin: On the Move, 1991)

Manequim 2 – A Magia do Amor (Mannequin: On the Move, 1991)
Por mais que o nome tenha amor e a capa remeta a um romance, o filme tem muitas aventuras e uma história macabra por trás — e sempre é transmitido na Sessão da Tarde em véspera de Halloween. Ele inicia com o príncipe Willian apaixonado pela camponesa Jessie, e decide se casar com ela. Como toda história de amor, a rainha do reino (mãe de Willian) é contra o casório e procura um feiticeiro para lançar uma maldição em Jessie, para que assim eles se separem para sempre. Com isso, ela dá de presente um colar mágico que transforma a pessoa num manequim. Mil anos se passam e um funcionário chamado Jason Williamson resolve arrumar o manequim duma loja de roupas, tirando o colar. Quebrando o feitiço, ele se apaixona pela moça. Porém, o feiticeiro que a amaldiçoou resolve entrar na brincadeira e perseguir os dois. Nessa fuga, Jessie e Jason contam com a ajuda de um promoter que fará de tudo para ajudar o casal. Sem sombra de dúvidas esse é um dos meus filmes preferidos de Halloween! Também o escolhi por ter marcado a infância de muitos. Aliás, não somos todos discípulos de Peter Pan?

Pânico na Escola (Detention, 2012)

Pânico na Escola (Detention, 2012)
Esse mistura um pouco dos filmes trash de terror, comédia, e um elenco adolescente. Encontramos personagens com características hipsters e muitas referências dos anos 80 e 90 (principalmente Clube dos Cinco). Começa com o assassinato de Taylor Fisher, a bitch #1 do colégio. O que não era esperado é que o assassino fosse o personagem fictício “Cinderhella” famoso por filmes trash dos anos 90 (estilo Pânico). Após esse assassinato, todos na cidade ficam preocupados, principalmente Riley, que também estava sendo perseguida por esse personagem misterioso. Após mais alunos da escola sofrerem atentados, o diretor define suspeitos em função de todas as ações anteriores. A única forma que eles veem para descobrir o assassino é voltar no tempo com uma máquina muito bizarra. Pode ser um pouco confuso no início, mas quem gosta muitas cenas com sangue, mortes brutais e algumas risadas, o filme é super recomendado

A Cidade do Halloween (Halloweentown, 1998)

A Cidade do Halloween (Halloweentown, 1998)
O filme conta a história de uma garota de 13 anos, que por meio (sem querer querendo) de sua avó, descobre que pertence a uma linhagem de bruxas. Curiosa para descobrir mais sobre si, segue a avó até uma cidade ameaçada pelas forças das trevas, que conta com um plano de vingança contra os humanos no dia do Halloween. A garota tem como ajuda seus dois irmãos mais novos e a avó, que sempre sonhou em passar seus conhecimentos pra frente. Escolhi esse filme pois representa grande parte da minha infância nessa época, e embora tenha sido lançado quando eu tinha apenas três anos, suas reprises incontáveis permanecem até hoje. As melhores memórias que tenho do Halloween, numa época em que tudo parece verdadeiro — magia principalmente — têm esse filme como plano de fundo. Até me pego lembrando de como eu era inocente, acreditando que podia transformar sapo em gente!


American Horror Story (2011 – atualmente)

American Horror Story (2011 – atualmente)
Sei que meu amor platônico, Enrique, pediu para eu indicar um daqueles filmes bem assustadores para você roer as unhas nesse dia 31, mas tive que ser rebelde e, ao invés disso, indicar uma… série! American Horror Story (AHS para os íntimos) é meu guilty pleasure oficial. A história tem muito terror, sexo, suspense, e um enredo sensacional. Não é o clichê demônios-fantasmas-mortes. Os autores pegam os básicos do terror e emaranham numa trama SENSACIONAL! Em cada temporada uma história diferente é contada (a primeira se passa numa casa mal assombrada, a segunda num manicômio, e a terceira ainda não vi e, como evito spoilers ao máximo, não faço ideia). Minha dica é: comece pela primeira temporada só para chegar aos episódios especiais de Halloween! Duas palavras para descrever essa série: MIND BLOWING! Nunca fui tão surpreendida com a reviravolta de uma trama e, ai… Por favor, vejam! Preciso parar senão vou contar tudo pra vocês

A Hora do Pesadelo (A Nightmare on Elm Street, 1984)

A Hora do Pesadelo (A Nightmare on Elm Street, 1984)
A estética que tenho do Halloween é de uma noite com filmes clássicos de terror. Acho que fui orientado por minhas séries de TV favoritas que sentar no sofá afastado da parede, assistir filmes em preto e branco — ou dos anos 80 — e ficar com medo de olhar atrás do sofá depois, é a forma mais genuína de passar essa data num local como o Brasil, onde o costume de correr atrás de doces só é presente no dia de São Cosme e Damião. Sendo assim, quero indicar o primeiro filme da franquia original d’A Hora do Pesadelo! Passeando entre trash, terror e comédia, na época causou medo no cinema! Conta a história de Freddy Krueger, homem assassinado há anos que agora busca vingança matando os filhos dos que lhe fizeram mal. Só que Krueger não é um assassino comum! Ele entra nos sonhos das vítimas e tudo que faz com elas no plano astral se torna real no corpo físico! Teve, tipo, uns oito filmes na franquia e um remake legalzinho, e a grande maioria vale pela lenda que Wes Craven criou! Comece por esse e se apaixone!

Catfish seriado

Em novembro, estreou na MTV americana o seriado (ou reality show, como preferir) Catfish, onde Nev Schulman e Max Joseph entram em contato com pessoas que tem um relacionamento a distância e nunca viram seus parceiros, e as ajudam a se conheceram. O grande porém é que nenhuma dessas pessoas tiveram contato com o outro pela webcam, por motivos diversos e que em 90% dos casos são bem suspeitos. O trabalho de Nev e Max é investigar se os parceiros são quem dizem ser, e marcar um encontro com os dois. A cada episódio, uma história diferente.

Pra quem não conhece – e acho que muitos não conhecem mesmo -,

O que é Catfish

Catfish é primeiramente um filme/documentário (ainda não sei se acredito que é 100% documentário) sobre a relação do fotógrafo Nev Schulman com uma família que entra em contato com ele quando a filha caçula começa a fazer pinturas de suas fotografias e enviá-las para o rapaz por correio. Logo Nev acaba se apaixonando por Megan, a filha mais velha, e o desenrolar desse relacionamento vira o foco do filme. Não vou me estender, porque acho que o filme merece um post próprio, mas é importante entender a origem do seriado, já que, com sua experiência pessoal, Nev resolveu ajudar outras pessoas que estão na mesma situação que ele se encontrava na época. 

Catfish passou a ser um daqueles programas que espero ansiosamente toda semana para assistir. Algumas histórias são muito reais e próximas da nossa realidade (a minha, pelo menos hehe), enquanto outras são completamente absurdas. O legal de tudo mesmo é a forma como Nev comanda o programa, pois ele em si é uma pessoa muito boa e compreensiva, e tenta ao máximo não se aproveitar de certas situações só para ter audiência. É diferente dos outros reality shows, porque no final das contas o intuito é ajudar tanto as pessoas envolvidas, como quem assiste e se identifica.

Vou parar por aqui e deixar uns vídeos maneiros da apresentação do seriado, de Nev e de Max, pra vocês entenderem melhor do que se trata (infelizmente não tem nenhum legendado). Só fica aqui a dica: achou 1 pitel na internet, confira na webcam. No mais, chatroulette tá aí pra isso. BEIJOCAS

Estava em casa, nessa bela noite de sábado, quando meu irmão e eu tivemos uma ideia para salvar nosso final de semana: fazer uma maratona de The O.C.!

inesquecíveis de The O.C.

O seriado fez parte da nossa adolescência, assim como de 90% de vocês, creio eu, e revê-lo é sempre um prazer imensurável, resgatando ótimas lembranças e deixando a sensação de rever amigos antigos. Por isso, tive a idéia de fazer uma lista de cenas inesquecíveis. Como são muitas (muitas mesmo), foquei nas duas primeiras temporadas, já deixando em aberto para um 2.0. Agora, let’s go!

“The Countdown”, primeira temporada

Essa cena é do episódio da festa de ano novo da primeira temporada, e uma das minhas cenas favoritas da história dos seriados. Todos os fragmentos dela são ótimos, mas a parte específica em que o Ryan corre contra o tempo pra dar um beijo de ano novo em Marissa me deixa literalmente arrepiada. Sem contar em “Dice” tocando de fundo. Thanks!

“The Rainy Day Women”, segunda temporada

Essa todo mundo conhece! Summer está prestes a embarcar numa viagem com seu então namorado, Zach (adorava ele, bjs), quando se dá conta que queria mesmo é estar em outro lugar… o que nos leva ao lendário beijo homem-aranha. Uma das cenas mais bonitas de Seth&Summer! hahaha <3

“The Dearly Beloved”, segunda temporada

O último episódio dessa temporada acaba num dos momentos mais tensos do seriado. Eu, pelo menos, sempre fico #bolada quando assisto hahaha. Ryan vai à casa de Trey pra tirar umas satisfações, e a treta acaba em porrada. Marissa vem e MMMM WHAT YOU SAAAY…

“The Goodbye Girl”, primeira temporada

A cena em que Seth corre para conseguir pegar Anna antes que ela embarque para Pitsburgh é bem tristinha, já que a amizade deles é uma das muitas coisas bonitas e marcantes da série. Confesso que sempre solto uma lagrimazinha assistindo, e repito pra mim mesma “Confidence, Cohen!” em tempos de dúvidas e incertezas. Sou dessas rs.

“The O. Sea”, segunda temporada

TUDO o que acontece nesse momento é marcante. Seth aparecendo para resgatar Summer no baile, Ryan e Marissa se dando bem de novo, e o final que, na época, me deixou com a maior cara de WTF. E “Fix You”, cara. FIX YOU!!! Não consigo imaginar uma música que se encaixe tão bem para essa cena. Impossível!

“The Telenovela”, primeira temporada

Admito que essa é a minha favorita da lista. Seth finalmente toma uma atitude em relação a Summer e manda um cheque-mate para ela na frente de toda a escola, de um jeito bem romântico e dramático hahaha. Taí uma frase para futuros relacionamentos complicados: “Acknowledge me now or lose me forever!”

Bonus: “The Ties That Bind”, primeira temporada

Quase não coloquei essa pelo simples fato de me deixar bem triste, mas o final da primeira temporada foi marcante, Hallelujah é uma música muito boa, e eu sabia que seria injusto não colocar. Tá aí, sem mais comentários :(

Faltou alguma cena? Acknowledge it now or lose it forever deixe nos comentários!

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