Home

James Bond celebra 50 anos e o céu não cai pra ele, como o título inicialmente pode prever. Monossilábico, espirituoso, Bond apanha mas nunca esteve tão na estica. Sofisticado, brutalmente implacável, vestido por Tom Ford.
A comemoração aliás rodeia-se de bons meios de produção e gente ilustre (atrás e à frente das câmaras).
E o resultado?

James Bond


É quase tão empolgante quanto “Cassino Royale”, o filme que colocou a franquia nos eixos, inserindo James Bond no compartimentado e tecnológico século 21. Em “Skyfall”, Bond e o MI6 movem-se num novo mundo, onde a nacionalidade e rosto do inimigo mudaram, bem como na forma de combatê-lo. O herói sente-se um brucutu no meio das gadgets novas, tenta passar por cima da pirralhada que assume o controle, mas é zombado a altura: “Meu velho, de pijama no meu quarto, consigo fazer mais estragos em uma hora, do que você fez como agente em toda sua carreira”, diz o novo e imberbe “Q”.
Enfim, Bond se revela mais humano, frágil e falível e pra aliviar o stress, só lhe resta beber seu drink favorito, pilotar o Aston Martin DB5 – sim, o de “Goldfinger” -, e buscar nos métodos “old school” uma forma de se reinventar.
A entrada do vilão em cena, aliás, empurra o filme para uma maior densidade emocional. Javier Bardem brinca com o papel de vilão e se diverte criando o momento mais homo-erótico da saga. E o diretor Sam Mendes surpreende com os seus dotes para cenas de ação. Se, por um lado, mostra destreza para as cenas de ação (a sequência de abertura, em Istambul, é exemplar neste sentido), não se inibe de grandes momentos de “mise en scéne” (a cena, em Xangai, no edifício “transparente”, num hipnótico festival de luzes, cristal e sombras – a trazer à memória a cena dos espelhos no final de “The Lady from Shanghai”).
E o filme vai mantendo essa energia até que, curiosamente no rolo final Sam Mendes parece tropeçar. Quando Bond percebe que não consegue vencer o vilão no terreno tecnológico, decide atraí-lo para a fazenda Skyfall. Longe da ultrassofisticada rede de informações, o duelo entre o herói e seu arquiinimigo soa coerente, mas a direção de Mendes entra no piloto automático. O clímax é filmado de forma mecânica, sem esmero, sem paixão. Ao estabelecer a ordem da franquia nas cenas finais, Mendes parece se constranger. Deixa tudo arrumadinho para confortar os fãs, mas a inspiração parece abandoná-lo, talvez porque o que verdadeiramente sempre interessou no cinema desse diretor foi a inquietação, o caos do mundo contemporâneo.
É nesse ponto que percebo como durante toda a projeção estava torcendo para o céu cair para o herói. Seria muito mais ousado manter James Bond no terreno da vertigem. Atual e menos artificial. Não foi desta vez. Ouvir a clássica musiquinha da série no final me deixou frustrado, mas para os fãs é reconfortante. Não é mais que isso que eles esperam.

Hamilton Rosa Jr. – Jornalista e Crítico de Cinema, Filmes Nacionais e Estrangeiros, DVDs, Blu-Ray, HD-TV, Entretenimento, Cults, Preview, Estréias, Mostra, Festival.

A aventura em clima cerimonial da transposição de Peter Jackson para O Senhor dos Anéis hoje me faz coçar a cabeça desconfiado. E acho até curioso que não apareceu nenhuma sátira contundente ao excesso de heroísmo e gestos grandiosos dos personagens, porque Jackson levantou respeitosamente a bola, e ninguém cortou como podia (que saudades da turma do Monty Python!).

O Hobbit

Pois agora temos novas chances com “O Hobbit” e elas são maiores.
Se havia um mérito na saga cinematográfica anterior é que se sentia o empenho, a paixão do ou tudo-ou-nada para garantir que finalmente a obra de Tolkien chegasse ao cinema. Aqui, nada disso: fica-nos a dúvida sobre se as considerações artísticas de fazer justiça ao Hobbit chegaram primeiro ou foram as considerações comerciais de assinar outro blockbuster de prestígio (coisa que, há dez anos, estava longe de ser garantida).
A produção é caprichada e bem polida, mas já sabemos onde vamos e procuramos o sentido de diversão, numa narrativa que custa a desenrolar. Estão lá o velho Gandalf (um Ian Mckellen simpático até quando interpreta no piloto automático), o bondoso Bilbo Bolseiro (Martin Freeman se esforçando para garantir o carisma), e treze anões feios sujos e desajeitados, que podiam ser muito engraçados, mas são pouco.
É verdade que o legado de Tolkien permitiria outra dimensão de espetáculo e diversão. E não menos verdade que, em breves momentos (em especial em torno do bizarro Gollum, o “boneco digital” fabricado a partir da composição de Andy Serkis), compreendemos que há, aqui, muitas potencialidades que ficam por explorar. Mas Jackson não consegue ir além. Percorre o caminho sem um rasgo, sem uma surpresa, sem qualquer efeito que marque a diferença.

Se o Django original de Sergio Corbucci parecia um anjo vingador com uma metralhadora giratória em punho e os olhos faiscantes de Franco Nero, o Django de Tarantino não tem nada de anjo, é um ex-escravo truculento (Jamie Fox) com um colt ponto 45 na mão e uma pontaria assombrosa. Adora atirar no baixo ventre dos branquelos. Veste roupas berrantes, óculos escuros e salta pro cavalo como se fosse ver um show do James Brown. Tarantino pouco se lixa para verossimilhanças e menos ainda para manter a tradição do gênero western.

amarras em Django

Seu Velho Oeste é muito particular. Não tem índios em cena. Esses já foram dizimados na época em que acontece a história de Django Livre (1859, dois anos antes da Guerra Civil). Também não tem aquele clima mitológico, mesmo porque ninguém mais tem saco pra aguentar a versão de que os Estados Unidos foram uma nação construída em clima de epopéia. Nem xerife do bem. Tarantino já começa seu filme ridicularizando o homem da estrela no peito. O racista entra no saloon para expulsar o negro que se atreve a beber cerveja onde só é permitido brancos, e morre antes de dizer sua terceira fala. O temível barão de gado (Don Johnson) também se atreve, e Django o espinafra. Nada, aliás, é temível no filme, nem a ku klux kan bota panca. Parecem um bando de patetas, imcompetentes até na hora de fazer os furos nos sacos que cobrem a cabeça. Tem uma cena digna de Monty Python, o bando mal consegue perseguir Django porque não enxerga nada.
Pradarias contemplativas então? Ah, isso ficava bem nos filmes do Sergio Leone, Tarantino se apressa nestas partes.
O Velho Oeste neste Django é feio, sujo e livre. E a ironia: quem conta a história é um alemão pouco confiável. Lembra de Christoph Waltz, o general nazista de Bastardos Inglórios? É uma primazia de Tarantino colocá-lo em cena. É como se Waltz tivesse saltado daquele filme para esse e simplesmente tirado a farda. O alemão captura nossa atenção e nos convida para participar de uma aventura, como se ele fosse Virgilio e nos tivesse conduzido pelos círculos do inferno de Dante.
Waltz exala a simpatia de um diabrete, falando de alta civilização e de lendas germânicas, mas sendo logo desmascarado pelo modo impiedosoa como mata e caça seus alvos. Quando Django vacila em matar um homem na frente do filho pequeno, o alemão lhe fala em negócios e clama para Django largar de frescura e matar logo o cara. Não há pistoleiros em cena, mas sim um desfile de sociopatas um mais imprevisível que o outro.
Tarantino joga na sua coqueteleira todos os elementos do faroeste tradicional, bate com gelo e serve em copos sem açucar. E também sem medo de botar refugos, sem medo de brincar, ou fazer pastiche.
Como o personagem de Jamie Fox, esse Django é realmente um filme livre de amarras. E também um dos mais divertidos do diretor. A habilidade de Tarantino funciona em perfeita sintonia com suas obsessões. Chega a mesclar trilha de western spaghetti, com hip hop e soul music para descobrir melodias que funcionem como contraponto para a ação que rola na tela. E cenas longas e estranhas que pulsam com um potencial de violência de perder o fôlego. A sequência final no lar do senhor de escravos vivido por Leonardo DiCaprio consegue ser ao mesmo tempo engraçada e chocante, pela forma brutal como os personagens derrapam no chão de sangue.
Dizer que o filme é uma ode a vingança contra o racismo, tá evidente na ação. Não é o que verdadeiramente dá prazer em ver nesse Django. Tarantino nunca explora o significado profundo do mundo que mostra, mas sim o de como pode ser amoral e anárquica a vida dentro dele. E então convida o espectador a abrir os olhos pra viajar dentro de suas sangrentas pradarias.

A obsessão com que Kathryn Bigelow detalha a missão de caça a Osama Bin Laden chega a irritar neste A Hora Mais Escura (Zero Dark Thirty). Sua heroína – Maya (Jessica Chastain), a agente da CIA que não descansa enquanto não chega ao “fim da linha” – parece um míssil teleguiado, deixa pelo caminho tudo aquilo que não seja essencial ao seu objetivo: acompanhar o percurso que levou os serviços secretos americanos ao complexo de Abbottabad onde Osama bin Laden se escondia.

Nas mãos de Bigelow


O filme gera a expectativa e ficamos na ponta da poltrona aprensivos e ao mesmo tempo maravilhados com a forma aguda como Bigelow investe no tema e endossa a autenticidade da sua recriação filmando inclusive em locais reais. A diretora, por sinal, se vale da moderna técnica do new journalism para esmiuçar os pormenores da investigação e da captura. Tudo é compilado, detalhado, e a atenção tem que ser redobrada para não perder um lance, afinal os personagens, muitos deles também inspirados em figuras reais, na maioria das vezes dizem uma coisa e fazem outra.
O filme se abre a subtextos , mas eles nunca são esfregados na cara. Maya é fria e agressiva nos seus propósitos, porque num mundo de militares, coração e alma a colocariam em desvantagem. A primeira parte do filme tem sequências duras de tortura e num momento ousado vemos Barack Obama fazendo uma declaração na TV dizendo ser inadmissível a tortura em seu governo. Detalhe: os torturadores americanos da CIA assistem o pronunciamento silenciosos.
Se existe algo que incomoda é a forma como Bigelow a certa altura puxa a sardinha pelos EUA. Quando os americanos começam a exagerar na tortura, ela dá sempre um jeito de encaixar uma cena de atentado para justificar a ação da CIA. Na contabilidade: são quatro cenas de tortura, pra seis de atentados.
O terreno em que Bigelow é bamba é o da ação e quando chega a hora, a moça mostra que não está pra brincadeira. É fascinante como ela se deleita com a logística militar, com a movimentação organizada dos soldados, a formação de ataque dos helicópteros. Depois como alterna planos e ângulos, levando-nos a experimentar a sensação crescente de tensão, tateando quartos escuros apenas com visão de infra-vermelho.
Tatear um perigo que não se vê, eis o grande terror que assombra a superpotência.
Baixada a poeira, corpos ensanguentados no chão. A conclusão já é conhecida e aqui é mostrada com uma secura, que logo na saída me frustrou como espectador. Só depois me dei conta de que a frustração é calculada, provoca angústia, o vazio e ecoa sem solução por todos os lados.

Sei que ando mais sumido que o Fantasminha, mas estou de volta e seja lá o que Odin quiser.

The Boys

E nada melhor para voltar com estilo do que falando da série The Boys, fruto da mente mais insana das HQs: Garth Ennis.

The Boys mostra um mundo onde os heróis são extremamente materialistas e egoístas, pensando somente em dinheiro, drogas, poder e sexo, não importando se para isso pessoas inocentes sejam mortas.

A história gira em torno de um grupo de heróis chamado The Boy, que foi criado pela CIA que tem como missão controlar os outros heróis. E se para isso for necessário matar alguns deles, The Boys tem carta branca para fazer o necessário. A equipe é formada por Billy Açougueiro, Huguie Mijão, Francês, a Mulher e Filhinho da Mamãe.

Garth Ennis já tinha demonstrado um certo “descontentamento” (para não dizer que ele realmente não gosta) com as histórias de heróis com o especial A Prô, de 2002, onde uma prostituta de rua ganha superpoderes e se junta a um grupo de heróis que lembra muito a Liga da Justiça.

Em The Boys, Ennis mostra um mundo onde os heróis não são apresentados como salvadores da humanidade, mas sim pessoas que tem seus próprios ideias e não se importam muito com que os outros pensam. E para enganarem o público, contam com grande equipes de marketing, assessoria de imprensa e relações públicas. Sem contar o apoio de uma empresa, que na verdade está manipulando não só os heróis, mas como também a Casa Branca.

Ele também traça uma linha do tempo mostrando como os heróis estiveram envolvidos em vários momentos chaves da história recente, inclusive no atentado de 11 de Setembro.

A violência, as drogas e o sexo também são retratados nesse mundo como coisas normais.  E por causa desse quadro pintado por Garth Ennis, The Boys quase morreu na edição 6.

Acontece que a série começou a ser publicada pela WildStorm, que é de propriedade da DC Comics. Mas após a sexta edição, a DC resolveu cancelar a série. Mas como o direito dos personagens pertencia a Ennis, ele conseguiu continuar a publicar no selo Dynamite.

The Boys também teve alguns arcos paralelos, sendo o melhor o Herogasm, uma espécie de retiro que todos os heróis fazem para poder transar sem parar. O mais legal é que para poder despistar o público, eles fingem que todos os heróis do mundo vão enfrentar um mega inimigo que pretende destruir o universo (se você pensou em qualquer mega saga tipo Guerras Secretas ou Invasão, você está certo). Infelizmente The Boy chegou ao fim na edição 72.

Para ler The Boys, você tem que aceitar um novo mundo, que foge dos heróis certinhos que existem por aí e entrar de cabeça na insanidade maravilhosa que somente Garth Ennis consegue produzir.

Aqui no Brasil The Boys teve seus três primeiros arcos publicados pela Devir. E se você der um pulo na lojinha do Cruzador vai encontrar a primeira edição por um preço bem batuta!

Salve galera.

Existem alguns personagens que não nasceram para serem escritos por qualquer roteirista encostado na redação.

Isso não quer dizer que qualquer um possa escrever um roteiro do Homem Aranha ou do Batman. Mas estou dizendo que certos personagens merecem um nome melhor. Principalmente os personagens místicos.

Podemos abrir esta lista com o Dr. Oculto. Ele aparece pouco nas histórias “comuns” da DC, mas é um personagem de destaque nas publicações da Vertigo. O problema é quando ele deixa às páginas da Vertigo, suas aparições são péssimas. Por exemplo, quando ele explicou para o Super-Homem porque ele não tinha morrido após enfrentar o Apocalipse. Ele surge do nada e parece ser um tremendo sabe-tudo. E seu poder aparentemente não tem limites. Por sinal, quando é mostrado o primeiro encontro dele com o Super-Homem novamente parece que ele é uma versão turbinada de John Constantine.

Não é preciso dizer que o personagem foi redefinido quando passou pelas mãos de Neil Gaiman, que o fez membro da Brigada dos Encapotados durante Os Livros da Magia.

O mesmo aconteceu com Zatanna. Quando mostrada em Os Livros da Magia, ela é uma maga extremamente poderosa, que conhece o submundo da magia do universo DC. Já nas histórias do Batman e da Liga da Justiça, ela é uma personagem caricata, que usa uma roupa colada e cartola e varinha, para poder usar seus poderes. Quase como se tivesse saído de um livro do Harry Potter.

Quem tem uma história parecida é o Homem-Animal. Durante muito tempo ele foi um personagem de segunda linha da DC, até cair nas mãos de Grant Morrison. Tá certo que depois que Morrison saiu da revista, ele novamente foi esquecido, mas durante esse período ele se tornou talvez uma das melhores publicações da DC durante a década de 90.

Na Marvel podemos citar o Dr. Estranho. Quando Roger Stern escreveu “Triunfo e Tormento”, história que mostra o Dr. Estranho ajudando o Dr. Destino a salvar a alma de mãe de Destino do Inferno, o personagem tem uma profundidade e um conhecimento que nenhum outro personagem do Universo Marvel tem. O próprio Destino reconhece isso, tendo que recorrer à tecnologia para tentar ao menos igualar seus poderes com os de Estranho.

Mas agora quando o Dr. Estranho aparece nas histórias dos Vingadores ele serve apenas para abrir portais e salvar os personagens principais.

O mesmo que acontece com a Feiticeira Escarlate. Ela sempre ficou em segundo plano dentro dos Vingadores, sendo que seu maior destaque foi quando ela casou com o Visão. Mas quando John Byrne assumiu Os Vingadores da Costa Oeste, ele deu a personagem uma dimensão que ela nunca teve. E isso mudou a opinião de muita gente (inclusive a minha) sobre ela.

Aos fãs de Hobbit uma pequena referência em sua  homenagem com a frase “Lá e de volta outra vez” para falarmos sobre os recentes lançamentos nacionais  de mangás, que podem até desagradar alguns e enlouquecendo a maioria por mais conteúdo. Agora vamos entender um pouquinho do que está acontecendo no mercado atual, para ver se vale a pena comprar todas essas novidades. Lembrando que essa é a minha opinião e não necessariamente a verdade sobre o universo, até mesmo por estarmos num Cruzador e conhecermos diversos universos possíveis.

Se você entrar numa banca de jornal ou comic store hoje em dia você verá Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball, Sakura Card Captors, One Piece, Evangelion e para os próximos meses deve encontrar Samurai X (Rurouni Kenshin) e possivelmente algum outro título que ainda vai ser anunciado em breve. Todos eles com novo formato, capa, tradução e trabalho editorial, sem contar a mudança drástica em Sakura com páginas coloridas, novo papel e tradução. O que isso significa? Que você está velho. Sinto informar, mas quando você viu um “original” e já está passando por um reboot, é sinal de que você começou a ficar velho.

A estratégia das editoras JBC e Panini é de conquistar o novo público! Se já lemos e compramos no início dos anos 2000, agora chegou a vez de quem ainda não conhecia ou nem tinha idade para ler, conquistando um público maior ainda. Para explicar e ter um motivo, as editoras investem em renovação de papel e trabalho editorial, além de corrigir a “bobeira” de se dividir um volume japonês em duas publicações brasileiras. Tudo isso acaba servindo de motivo para inundarem as bancas com relançamentos, isso sem contar o fato da   editora Conrad ter deixado de publicar os seus mangás no mercado brasileiro.

E o que nós temos com isso? Simplesmente nada. O único problema é que muitos vão comprar o que já foi comprado uma vez, por causa do novo visual e trabalho, porém a maior implicação está na falta de novos títulos devido à demanda e questões contratuais. Se pararmos por um minuto e analisarmos os lançamentos realmente interessantes vamos ver que muito do que já saiu e ainda vai sair pouco importa para o público mais velho/exigente, mas acabam vindo no pacote de contratos assinados com o Japão, e acompanham a tendência atual e conquistando a maioria dentro desse público-alvo. Para quem leu a notícia sobre o lançamento de RG Veda e acompanhou a saga que foi durante mais de uma década por esse título, sabe que dificilmente verá um mangá do mesmo estilo e idade que tenha público aqui no Brasil sendo traduzido.

Sabe aquele seu animê preferido que você assistia na Rede Manchete? Dificilmente o mangá dele será lançado no Brasil. Se conforme com isso. O grande problema está em acompanhar o boom que o estilo de quadrinhos acabou tendo no mundo inteiro. Essa febre (que não termina) faz com que os principais lançamentos cheguem desse lado do planeta muito mais rápido e os títulos mais antigos venham a nado para cá. Não que sejam ruins, mas concordamos que muita coisa antiga e boa ficou para trás sem o devido tratamento e atenção no Brasil. Sem contar os cancelamentos, atrasos e títulos anunciados e que nunca vimos o lançamento.

Qual mangá você tem esperança que seja lançado no Brasil? Não deixe comentar, quem sabe não damos aquela mãozinha.

Saudações tripulantes que adoram estourar olhos de lula!

Se você cresceu nos anos 80, com certeza acompanhou as aventuras oníricas de um garoto e seu tigre de pelúcia nas tiras de seu jornal preferido.

Calvin e Haroldo

Quando seu criador Bill Waterson disse que não tinha mais o que falar sobre o personagem o mundo sofreu com a perda da tira e de seu artista, que se tornou um recluso desafeto a dar entrevistas. Mas a tira deixou fãs que compram álbuns e releem as amalucadas aventuras.

Um dos fãs, um tal de Leonardo DiCaprio, resolveu fazer um documentário sobre o criador e sua criatura.  E ele não está só. O filme denominado “Um garoto e seu tigre” terá um roteiro adaptado por Dan Dollar produtor da cine série Sherlock Holmes e fará um apanhado da década em que as tiras do personagem foram publicadas e contará o esforço do cartunista para lidar com o repentino sucesso.

O projeto é da Warner e ainda não tem nenhuma data de lançamento anunciada.

Salve galera.

E respondendo a pergunta acima, eu posso dizer que SIM. E antes que alguém me chame de louco, me deixe explicar.

Em 1993, foi lançado aqui no Brasil direto para VHS o filme Sandman: O Mestre dos Sonhos. Dirigido e estrelado por Eric Woster, o filme trazia na capa duas chamadas referentes às HQs: “Das páginas dos quadrinhos finalmente em vídeo” e “O roteirista Neil Gaiman transformou Sandman no personagem mais aclamado da atualidade no Brasil, Inglaterra e EUA – Folha de São Paulo”.

Mas antes de seguirmos, vamos apenas nos situar no tempo/espaço: estamos em 1993, uma época em que a internet não existia, as HQs estavam em seu auge de vendas no Brasil, personagens como Sandman, Monstro do Pântano, Homem-Animal, a Brigada dos Encapotados e John Constantine começavam a fazer sucesso por aqui e a única fonte de informações que existia era o pessoal da Devir, que trazia algumas revistas importadas por debaixo dos panos em uma loja que era escondida nas ruas do bairro da Aclimação. Somente os iniciados (incluindo este que vos fala) sabia o endereço.

Bom, então não é difícil imaginar que ver este VHS nas prateleiras devia provocar orgasmos nos adolescentes que estavam querendo consumir qualquer coisa relacionada a Sandman (novamente me incluo nesta lista).

E para criar um clima mais sombrio ainda sobre o filme, havia uma faixa vermelha na parte de baixo da capa do vídeo que dizia: “No último dia de filmagens, ERIC WOSTER, diretor e ator deste filme, foi encontrado morto na casa em que ‘SANDMAN’ foi realizado. Sua morte permanece um mistério”.

Pronto. Era tudo que qualquer fã precisava ler para querer assistir o filme.

Mas…

Infelizmente eu não sei como a DC Comics ou a Editora Globo (dona dos direitos do personagem aqui no Brasil na época) deixaram esse filme fazer referencia ao personagem de Neil Gaiman na capa. Particularmente acredito que no EUA o filme não tenha tentando se promover as custas da história de Gaiman. Mas aqui no Brasil, o pessoal que distribuiu o filme achou que isso poderia ajudar nas vendas.

Mas acontece que o filme é horrível e simplesmente não tem nenhuma relação com os personagens de Gaiman. Por sinal, tirando os avisos na capa, não exista nada que liga o filme ao universo de Sandman. Quem decidiu fazer esta referencia não assistiu ao filme e nem conhece as HQs.

A história vai parecer familiar: Nick (Eric Woster) é um pai solteiro se muda para uma casa no meio do nada com a filha (Tiffany Ballenger). Durante a reforma da casa, ele encontra várias ossadas no porão da casa, inclusive uma de uma criatura que parece uma mistura entre homem e animal. Aparentemente os ossos haviam sidos deixados lá por um serial killer que rondou a região na década de 50. E ainda durante a reforma, ele encontra uma parede que na verdade é um portal do tempo, que o joga na casa na década de 50.

Com a ajuda do policial Alex Stockwell (Frank Rhodes) e da assistente social Lana Hawkins (Dedde Pfeiffer), Nick descobre que a casa foi construída em cima de um cemitério indígena (cof cof Poltergeist cof cof).

No final, Nick, a filha e a assistente social voltam para década de 50 e resolvem ficar por lá. Mas são seguidos pelo policial, que vira o serial killer que falei anteriormente.

Agora me digam: onde entra o Mestre dos Sonhos nesta história? Ou qualquer personagem do universo criado por Neil Gaiman?

Em lugar nenhum. Para falar a verdade não podemos classificar este filme nem como terror nem como ficção científica. O roteiro é sem pé nem cabeça, as atuações são medíocres e o final é tosco.

Mas três coisas valem ser destacadas:

– o ator e diretor Eric Woster realmente foi encontrado morto na casa após as filmagens. Mas não consegui localizar o resultado da investigação policial sobre sua morte. Então não sei se foi suicídio, assassinato ou morte sem explicação;

– também não encontrei na net nenhuma imagem, vídeo ou pôster do filme em boa qualidade, então peço desculpas pela falta de imagens para ilustrar meu post;

Dedde Pfeiffer é a irmã mais nova da Michelle Pfeiffer e vendo a filmografia dela, acho que a melhor coisa que ela já fez foi ter saído na Playboy!

Fala criançada que veste cueca por cima das calças! Todos muito, muito, muuuuuito ansiosos pelo filme do Tony Stark e seus amigos coloridos né!? Eu também quero ver logo essa bagaça, e como todo marvelmaníaco que se preze preparei 10 coisas interessantes que acho que você deve pensar antes de gastar (e você vai gastar) seu rico de dinheirinho no filme mais cool do ano!

Vingadores / 10 coisas

Pois bem macacada reunida (e não é o congorila!) bora fazer essa lista!

1 –  Capitão América vai ser o líder…porém…

O foco da história provavelmente estará na tríade Thor, Caps e Homem de Ferro com muito, mais muito destaque para o senhor Tony Stark, manja X-men 1? Então será algo do tipo.

2 – Hulk vs Thor, provavelmente isso não irá acontecer nesse filme, só deveremos ver isso na provável continuação. E seria foda hein?

3 – Loki como vilão todos nós já sabemos, Thanos na história? Eu acho que sim, por todo alarde que a Marvel fez ao mostrar a manopla do infinito na Comic Con, ele deve ficar no pós-créditos!

4 – Provavelmente, no fim dessa bagaça toda os Vingadores devem fazer como fizeram no desenho, sair da S.H.I.E.L.D (tá eles não sairam… Exatamente…) e devem ser financiados pelo Stark!

5 – Se os soldados do Loki forem Skrulls (o que não tá parecendo) seria interessante no final, mostrando alguém, tipo agente coulson como um skrull.

6 – Homem Aranha no filme? Sim, seria possível, vejam principalmente tudo que tem sido feito com o Aranha ultimamente: Spiderman Ultimate o desenho ele é treinado pela S.H.I.E.L.D e no Avengers Alliance do Facebook ele aparece com destaque no loading inicial do jogo.

7 – Provavelmente outros Vingadores serão citados no filme, minhas apostas: Luke Cage, Pantera Negra, Capitã Marvel (Carol Danvers) e Dr. Estranho.

8 – A Roupa do Caps que veremos no filme, deverá ser a roupa (com poucos ajustes) da sequência de Captain america: The First Avenger, eu não gosto desse uniforme, acho que ao invés dessa linha Power Rangers. Deveria continuar a linha militarizada do primeiro.

9 – Possivelmente a S.H.I.E.L.D deve falar sobre I.M.A e H.I.D.R.A no filme, ou devem ser mencionados em algum momento.

10 – Fica a pergunta: o que diabos Gavião Arqueiro e Viúva Negra fariam ao enfrentar o Loki ou o Leviatã? Só por curiosidade…

Melhor da Tv de forma facil

Tenha todos os canais de filmes da televisão fechada de uma forma facil e simples, peça um teste cs claro e veja as vantagens de assitir todos os telecines e hbo e outros canais.